Censo revela que há mais de 300 ‘Messis’ no Brasil, incluindo mulheres
Craque argentino influenciou centenas de brasileiros a registrarem filhos com seu nome
O Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), disponibilizou a relação dos nomes registrados no Brasil nos últimos anos e, como a paixão do brasileiro é o futebol, há várias homenagens aos craques do esporte. Mesmo que seja para de um rival vindo da Argentina, como Messi.
O grande craque da atual geração, ídolo no Barcelona e atualmente no Inter Miami, inspirou centenas de pais brasileiros. 363 pessoas no Brasil foram nomeadas como o jogador de 38 anos entre 2000 e 2022. A maioria, claro, são meninos, 321 (88.4% do total), mas também há 42 meninas registradas como o argentino.
A idade média dos “Messis” brasileiros é de 10 anos, com os principais locais de nascimento sendo Pará (42), Amazonas (41) e Bahia (37).
Esse número é apenas para quem colocou Messi como primeiro nome. Já entre quem inscreveu como sobrenome, a quantidade de homenagens salta para 755, a maioria delas em São Paulo (280).
Também há variações com digitação diferente que não se pode confirmar ser uma homenagem direta ao argentino, como Meci (48 pessoas), Messe (40) e Messa (36).
Ainda vale citar que Lionel, primeiro nome do craque argentino e com presença tímida na população brasileira desde a década de 40 segundo o Censo, teve um “boom” de registros recentemente, de 82 entre 2000 e 2009 para 538 entre 2010 e 2019 — entre 2020 e 2022, foram mais 297 bebês com esse nome.
Messi como primeiro nome no Brasil:
- 0,0002% da população brasileira (cerca de 213 milhões)
- 16674º nome mais comum
- Manaus, AM, é a cidade com maior representatividade na população, com 0,0005%

Messi como sobrenome no Brasil
- 0,0004% da população
- 11820º sobrenome mais comum
- Boa Esperança do Sul, é a cidade com maior representatividade na população, com 0,12%
Não só Messi: Outros craques argentinos foram homenageados, aponta Censo 2022
A cada geração vem uma influência argentina que ultrapassa a rivalidade com o Brasil. Antes de Messi, um fenômeno foram os Riquelmes (atualmente 25942 só como primeiro nome), graças ao ex-meia que brilhou no Boca Juniors, e suas variações (Riquelmy, Riquelmi, entre outras).
Desde os anos 80, Diego Armando Maradona também virou febre em território brasileiro: há 128 brasileiros tendo o primeiro nome como se fosse o “Dios” do futebol argentino, com média de 34 anos, e mais 447 com sobrenomes, especialmente em Minas Gerais (75) e São Paulo (60).
Artilheiro dos anos 90, Gabriel Batistuta, craque da seleção albiceleste e lenda da Fiorentina, também é homenageado com 194 sobrenomes, todos de paulistas (72) ou mineiros (58).



