Meias controlam o jogo e deixam o Corinthians mais perto do título
Jadson e Renato Augusto foram os dois jogadores que mais tocaram na bola na vitória do Corinthians sobre o Santos por 2 a 0, neste domingo, pelo Brasileirão. Foram 87 e 80 toques na bola, respectivamente. Não por acaso, o Corinthians foi quem melhor atuou na partida, mais conseguiu criar chances e deixou o gramado com uma vitória que dá mais um passo importante em direção ao título.
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O Corinthians de Tite gosta de tocar a bola, fazendo valer o bom meio-campo que tem, especialmente com esses dois jogadores. O Corinthians é um dos times que mais passa a bola no campeonato. No momento do fechamento deste texto, é o terceiro, com 12.663 passes, atrás de Grêmio (13.151) e Atlético Mineiro (12.981).
Além de tocarem mais na bola, os dois meias do Corinthians também foram os que fizeram mais passes, o que faz todo sentido. Durante o jogo, Renato Augusto fez 63 passes e Jadson 56. O terceiro maior passador foi Ralf, volante do time, com 52. Só então aparece um jogador do Santos, Lucas Lima, com 49. Vale também destacar que Jadson fez cinco dos chamados passes para finalização, de longe quem mais fez isso no jogo – Malcom, o segundo no quesito, fez só dois. Todos os outros só conseguiram fazer uma vez.
É um indício do bom jogo que o Corinthians fez, ficando mais com a bola e, mais do que isso, fazendo com que ela esteja mais tempo e mais vezes nos seus dois jogadores mais criativos. Os gols acabaram saindo pelos pés de Jadson, duas vezes, um de pênalti e outro aproveitando um ataque rápido, e ambos no final do jogo. O primeiro foi aos 41 minutos e o segundo já nos acréscimos, aos 43. Ou seja: mesmo jogando melhor, o Corinthians podia não ter vencido o jogo. Não seria novidade, já vimos isso acontecer muitas vezes. Mas os dois gols acabaram saindo.
Mesmo ficando mais tempo com a bola, quem mais fez desarmes no jogo foi o Corinthians, com 18 contra 14 dos alvinegros praianos. Yago, zagueiro que jogou improvisado na lateral esquerda, foi quem mais fez desarmes no jogo pelo lado do Corinthians, com quatro. O outro lateral esquerdo, Zeca, do Santos, fez o mesmo número. Mas aí que vem outro dado interessante: Vagner Love e Renato Augusto, pelo Corinthians, e Lucas Lima, pelo Santos, fizeram três desarmes cada. Mostra como os dois times tentam atuar, mas como só o Corinthians foi bem sucedido desta vez.
Com um time que é tão regular no seu funcionamento, ao menos desde que parou de perder jogadores, o Corinthians tem um caminho bastante limpo para a conquista do título. Não pelos adversários que ainda terá, mas sim pelo futebol que apresenta. Longe de ser brilhante, ou encantador. Mas é um time que é forte e, se antes não marcava tantos gols, passou a ser um dos melhores ataques do campeonato, com 45 gols, atrás apenas de Palmeiras, que tem 48 (Santos, com 43, e Grêmio, com 42, estão logo em seguida na lista). Como ninguém parece ter a mesma regularidade que o time do técnico Tite tem, parece que o título tem um favorito bastante destacado neste momento.
Arbitragem errou até quando acertou
No primeiro tempo, Ricardo Oliveira subiu de cabeça e deixou o cotovelo na disputa com Ralf. Tomou amarelo, mas poderia muito bem ser expulso. Mas o lance que gerou mesmo controvérsia foi o pênalti marcado a favor do Corinthians, que deu origem ao primeiro gol. O pênalti em si foi muito claro de Zeca em Vagner Love, não dá nem para reclamar. O árbitro deixou seguir, o assistente avisou sobre o pênalti e o árbitro Flávio Guerra corretamente marcou a penalidade. O problema veio depois.
Guerra expulsou o zagueiro David Bráz, só que o pênalti foi feito por Zeca. Depois do jogo, o árbitro disse que a expulsão do zagueiro foi por ofensa à arbitragem. Difícil entender, então, por que não houve cartão vermelho para Zeca pelo pênalti. A primeira impressão foi que o árbitro e o assistente se confundiram e expulsaram o jogador errado. Se cogitou até que a arbitragem pudesse ter marcado um pênalti por um toque de mão, mas parece bastante improvável também. De qualquer jeito, a arbitragem se enrolou ao não expulsar Zeca e expulsar David Bráz. O pênalti, que houve, foi convertido por Jadson. Logo depois, o Corinthians ampliou para vencer. Mas a arbitragem terá que explicar o lance, porque até agora ninguém conseguiu entender.



