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Marco Polo Del Nero, tá aqui uma fórmula para o Paulistão

Os campeonatos estaduais atraem cada vez menos interesse do torcedor. Os times jogam desinteressados e o Paulista não causa o mesmo interesse que outros torneios nas rodas de conversas no bar, no trabalho… E isso se reflete também nos públicos nos estádios. A média de público do Campeonato Paulista é de 5.701 pessoas por jogo. E vem aí 2014, com um calendário apertado, o que pode trazer mudanças significativas nos estaduais.

Bingo. O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, disse que o formato do campeonato irá mudar em 2014 por causa do calendário apertado. E que um novo formato será adotado para as temporadas seguintes. “Mudanças estão sendo estudadas e alguma coisa será feita”, disse o cartola. “Já para 2014, por causa da Copa, com certeza. Mas nós precisamos de propostas. Quem tiver propostas que nos diga. Não temos a cabeça fechada”.

É bom lembrar que Marco Polo Del Nero é vice-presidente da CBF e o homem forte do presidente, José Maria Marin. Del Nero está no Comitê Executivo da Fifa, onde substituiu Ricardo Teixeira, e é apontado como o principal candidato a suceder Marin.

Como o presidente da FPF pediu propostas de formato para o Paulista de 2014, nós, da Trivela, resolvemos fazer uma proposta:

Número de participantes

Com uma nova fórmula, é possível até aumentar o número e clubes na primeira divisão de 20 para 24. E, mesmo assim, diminuir o número excessivo de datas de 23 para 11.

Primeira fase

Os times são divididos em quatro grupos de seis times cada. Os times jogam dentro do grupo, em jogos só de ida, totalizando cinco jogos. Os dois primeiros colocados de cada grupo passam de fase. Os critérios de desempate são, pela ordem: saldo de gols, gols pró, sorteio.

Quartas de final

Jogos de ida e volta. Os primeiros são sorteados contra os segundos colocando, tendo como única restrição que dois times que foram do mesmo grupo na primeira fase não se enfrentem nesta fase. Os critérios para classificação são pontos, saldo de gols, gols fora de casa. Se mesmo assim houver empate, pênaltis.

Semifinal

Novamente os confrontos serão definidos por sorteio, desta vez sem qualquer restrição. Serão dois jogos, em ida e volta, e quem fizer mais pontos estará classificado. Os critérios de desempate são: saldo de gols, gols fora de casa e, por fim, pênaltis.

Final

A final segue os critérios da fase anterior. Dois jogos, ida e volta, e quem fizer mais pontos é campeão. Os critérios de desempate são saldo de gols, gols fora de casa e, por fim, pênaltis.

PS: As pessoas perguntaram do rebaixamento, algo que não citei, mas é simples: o último colocado de cada grupo. Leitores propuseram um mata-mata do rebaixamento, que poderia ter os dois últimos de cada grupo disputando no mesmo sistema dos classificados. Também pode ser interessante.

PS 2: Às pessoas que reclamam que alguns times farão apenas cinco jogos e isso torna inviável a temporada: o que torna inviável a temporada é ter só o Paulista para disputar. O Paulista (como conhecemos hoje) tem que ser um torneio de pré-temporada. O que é preciso existir é uma Liga Paulista, mais ou menos como há hoje a Copa Paulista, mas de modo que os times que não disputam divisões nacionais (Séries A, B, C ou D) tenham atividade o ano inteiro e disputam uma vaga na Série D. Pode ser em formato de liga, o que me parece o ideal para manter os times disputando jogos por mais tempo. A premiação em dinheiro é boa, a vaga na Copa do Brasil e na Série D são estímulos e as rivalidades regionais podem fazer o resto. Esse tem que ser o torneio-base para o ano, não o Campeonato Paulista. Se não, seguimos com o mesmo problema, obrigando times com calendários nacionais a disputarem dezenas de jogos sem sentido no estadual. Nacionalização é o caminho. Todo time tem que ter uma forma de chegar às divisões nacionais, através de torneios regionais.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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