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Marco Aurélio Cunha é cabo eleitoral de Lugano

Marco Aurélio Cunha, ex diretor de futebol de São Paulo e vereador na capital, é o maior cabo eleitoral da volta de Diego Lugano ao São Paulo. Tem falado constantemente com o presidente Juvenal Juvêncio e com João Paulo de Jesus Lopes, vice de futebol sobre a conveniência da volta do jogador.

“A volta dele é muito importante, principalmente se o clube estiver, como tudo indica, de volta à Libertadores. Ele é um jogador fundamental, não só pelo jogo, mas pela presença e pelo caráter. Você não faz ideia de como a presença de Lugano em um vestiário antes de jogo decisivo é importante”, diz Marco Aurélio.

Ele cita dois exemplos para reafirmar a necessidade de se ter um Lugano no time. “Ele me disse que teve foi procurado por um dirigente do Grêmio, com uma oferta bem fundamentada. Agradeceu e disse que não poderia responder nada sem conversar antes com o São Paulo. E o dirigente disse que, depois disso, tinha um motivo a mais para contratá-lo. E você viu agora pela seleção uruguaia? Ele se contundiu e além disso está suspenso. Mesmo assim, fez questão de acompanhar o time até La Paz porque é capitão e não abandona o time de jeito algum”.

A seriedade de Lugano é conhecida. Sua importância junto à torcida, onde é adorado também, mas e o futebol? Com 33 anos e mais lento do que antes, poderia jogar em alto nível? “É só olhar o Índio, que está com 37 anos e joga bem no Inter”, diz Marco Aurélio. “Ele, em um jogo importante, ele com três zagueiros, é alguém muito respeitável e necessário”.

Mas seria necessária a volta do esquema com três zagueiros? “Não sei, mas porque não? O time ganhou muitas vezes assim”.

Terminada a eleição em São Paulo, Marco Aurélio Cunha pretende passar alguns dias com Lugano na França. Quando chegar lá, será difícil convencer a torcida que não está a serviço do clube, com ordem de Juvenal – a quem já teria convencido – de trazer Lugano de volta.

O que conta a favor da volta do uruguaio é que sua contratação por outro clube seria considerada, pela torcida, como uma grande derrota. Algo imperdoável. Torcedor não vota, mas faz um barulho enorme. A janela de janeiro é a próxima oportunidade para trazer Lugano. Juvenal estará pressionado.

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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