Brasil

Marcelo Oliveira: “fomos roubados contra o Palmeiras”

Muita gente elogia o Coritiba, sobretudo a montagem do time. E, mesmo assim, o Coxa não consegue sair da parte de baixo da tabela. Ao contrário do que ocorreu ano passado, a equipe ainda não se reergueu após a perda da final da Copa do Brasil.

Para falar da campanha do time, falei rapidamente com o técnico Marcelo Oliveira. Ele admite que o trauma do rebaixamento de 2009 ainda está presente no Alto da Glória, mas reclama da arbitragem contra o Palmeiras na finald a Copa do Brasil.

O torcedor do Coritiba reagiu mal em relação aos dois vices da Copa do Brasil? 

Que eu saiba, não. Todos me cumprimentam, todos elogiam. E tem de ser assim mesmo, eram 64 clubes e ficamos na frente de 62. E não se pode esquecer que a gente foi roubado aí em São Paulo. Teve um pênalti que não deram e que mudaria a história do campeonato

 

Sim, mas a verdade é que torcedor nunca está feliz. Se é vice um ano, comemora, se é vice de novo, acha que é repetição, que não fez mais que a obrigação.

Torcedor de rede social é mais chato, reclama mais, mas o que vai ao treino, que acompanha o time está sempre elogiando pelos dois vices.

 

Houve críticas porque você foi cauteloso nas duas finais, mudando um pouco o time que estava jogando?

Ah, nem quero falar nisso. Eu trabalho duro para ganhar título e não para agradar torcedor. Se não gostaram, não posso fazer nada. Não vivo para agradar torcedor.

 

Qual a diferença das condições de trabalho entre Coritiba e Atlético Mineiro?

O Coritiba não tem a mesma estrutura que Atlético e Cruzeiro, mas está trabalhando muito bem. Vai ser um dos grandes clubes do Brasil. É preciso olhar o futebol fora do eixo Rio-São Paulo. Tem muita coisa boa. E o Coritiba é ótimo.

 

No primeiro turno, aí em Curitiba, após perder por 2 a 0, o Geninho, técnico da Portuguesa, disse que foi uma derrota dura porque os dois times estavam brigando para não cair. Você retrucou e disse que o Coritiba lutaria na parte de cima da tabela. Quem estava certo?

Olha, não tenho nada contra o Geninho. Ele fez a análise dele e eu discordei. Eu não entro em campeonato pensando em não cair. Entro para ganhar títulos.

 

Mas a previsão dele estava certa?

Eu continuo pensando alto, mas a verdade é que, no momento, temos de afastar esse fantasma aí do rebaixamento. O clube caiu em 2009 e ainda existe um trauma sobre isso. Temos de reagir logo para evitar pressão extra.

 

O time não está ganhando fora de casa. Por quê?

Não está conseguindo fazer os gols. Fizemos boas partidas contra o Flamengo e dominamos o segundo tempo contra o Botafogo, mas a bola não entrou. E ainda tomamos gols de bola parada, o que não é comum.

 

Tem alguma outra causa para explicar o mau momento?

Fizemos 59 jogos no ano e só pude repetir o time duas vezes por causa de contusões e punições. E perdemos jogadores importantes como o Lucas Mendes.

 

Você gosta do 4-2-3-1?

Gosto bastante. É um esquema que preenche bem os espaços, com jogadores se movimentando bastante.

 

Você acha que o Ney Franco vai ter sucessoem São Paulo?

Sim, ele entende de futebol e está em um grande clube. Tem tudo para dar certo.

 

Você vai renovar com o Coritiba independentemente de quem vencer a eleição?

Meu contrato termina em dezembro e ainda não pensei no futuro.

 

É verdade que você não tem bom relacionamento com o diretor Felipe Ximenes?

De onde você tirou isso? Nunca tive problema com ele e nem com outros diretores em toda minha carreira.

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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