Brasil

Malandro é malandro, Luís Fabiano é mané

Luís Fabiano repetiu muitas vezes que havia voltado para o São Paulo em busca de um título. Trocaria seus gols por uma taça. Se o São Paulo vencer o Tigres na quarta e conseguir seu primeiro campeoato após quatro anos, Luís Fabiano não poderá dizer que teve participação na conquista.

Uma final de campeonato decidida em duas partidas leva em média 190 minutos, unindo-se o jogo e os acréscimos. Ele conseguiu ficar fora de 177 minutos. Entrou em confusão no meio-campo, levou um tapa e deu um pontapé que permitiu do Donati mostrar que não somos os únicos fingidores no teatro chamado futebol.

Um jogador de 32 anos com o passado que tem, com participação em Copa do Mundo, com 156 gols marcados pelo clube não pode se submeter a um papel ridículo de tentar acertar um pontapé no zagueiro adverário, estando localizado a três metros do juiz.

Luís Fabiano deve ter acreditado em toda aquela baboseira dos treinadores e dos jornalistas que reduzem, a cada jogo, os argentinos a um bando de truculentos e catimbeiros. Não entrou em campo para fazer gol, entrou para mostrar que é macho, que não tem medo de argentino, que não aceita provocação, que……

Juvenil. Mané.

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