Brasil

Lucas Mariano, a joia do basquete de Franca

No início de ano, Franca resolveu mudar tudo em seu basket. O mais tradicional time brasileiro trocou a di

Lucas é uma das revelações a serem observadas no NBB5, que começa em novembro

retoria e o novo comando optou pela não renovação de contrato do treinador Hélio Rubens e de 11 dos 12 jogadores. O único poupado foi o sérvio Vuc Ivanovi, pivô de 2m05, com passagem pelo basquete universitário dos EUA. Caberia a ele comandar o novo time, agora treinado por Lula Ferreira, no campeonato paulista.

Terminada a competição, as estatísticas mostram que Vuc participou de 14 jogos, com média de 10min42s. Como um reserva. Sim, ele que deveria ser a referência, foi atropelado por Lucas Mariano, 2m08, 19 anos completados em setembro, que participou de 17 jogos, com média de 23min34s, 12,2 pontos, 4,4 rebotes, 16 tocos e 13 assistências.

Em conversa ao blog, Lucas demonstra confiança no futuro e muita vontade de corrigir suas deficiências.

Você esperava render tanto assim esse ano?

Eu tenho muita confiança e sempre achei que me daria bem, mas só atuava três ou quatro minutos com o Hélio. Ele achava que eu era muito novo. O Lula me deu mais chances e eu mostrei bastante. Mas acho que não esperava tanto assim, não.

Dá para sonhar com título no NBB?

Dá sim. Nosso time é bom, fomos eliminados por São José por 3 a 2 perdendo no último segundo em uma bola de três. E São José é o vice-campeão brasileiro. A torcida está nos apoiando bastante. A gente pode ir longe.

O que você precisa melhorar?

Ainda tem bastante. No jogo de costas para as cestas, preciso brigar mais, ser mais efetivo. No lance livre, eu tenho 71% de aproveitamento, preciso chegar a 90% porque lance livre é sagrado. O arremesso de dois e de três também pode melhorar, sempre pode melhorar.

Dizem que o Magnano gosta muito de você…

Treinei seis meses com ele em um programa de desenvolvimento olímpico e ele sabe do meu estilo. No ano passado, eu ia para o sul-americano, estava entre os 12, mas ele pediu para eu ficar, para treinar com a seleção olímpica. Foi bom demais, treinar com as feras.

E quando você vai para a seleção principal?

Quando o Magnano quiser, mas eu gostaria que fosse em 2013 na Copa América. Para isso, tenho de fazer um bom NBB.

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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