Ligação perigosa: bandeirinha treina no Vitória para 2014 e posa ao lado de presidente com camisa rubro-negra
Seis tiros de 40m de corrida em 5,8 segundos, com descanso de um minuto, e outros 40 tiros de 75m, com descanso de 20 segundos. Essas são parte das atividades programadas pela Fifa para a primeira série de avaliações em Zurique, na Suíça, dos árbitros pré-selecionados para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Os testes que determinarão o trio brasileiro em 2014 têm início nesta sexta-feira, 9, e incluem também avaliações técnicas, psicológicas e exames na língua inglesa que se desenrolarão até o dia 17.
Um dos convocados pela entidade que gere o futebol mundial é o assistente baiano Alessandro Rocha Matos. Membro do quadro da Fifa há dez anos, o auxiliar vem fazendo a sua preparação desde o começo de outubro no CT do Vitória, a Toca do Leão, a pedido da federação baiana. Ele é acompanhado ainda por uma equipe multidisciplinar disponibilizada pela própria diretoria rubro-negra.
Num momento em que a arbitragem é amplamente contestada pelo país, tamanha aproximação suscitaria no mínimo estranhamento de algumas pessoas. Mas essa ligação se torna ainda mais perigosa quando se lembra que Alessandro Matos é o único bandeirinha baiano na Fifa, costuma ser escalado em quase todos os Ba-Vis e já chegou a ser alvo até de um processo na Justiça movido por torcedores do Bahia por conta de sua atuação nos clássicos entre os clubes.
E não fica só nisso. Além da proximidade que manteve com o Vitória ao longo dessas semanas e do seu histórico com o rival rubro-negro, Matos ainda fez uma visita de cortesia ao presidente do time, Alexi Portela, em que vestia uma camisa branca com detalhes em vermelho e preto. Em sua preparação, o assistente realizou os exercícios com um uniforme da federação baiana.
Pode não ser nada, claro, mas é o suficiente num período turbulento como vive a arbitragem nacional para levantar dúvidas a respeito do comportamento de um dos profissionais que pode marcar presença na Copa de 2014. Como dizem, não basta ser honesto, tem que parecer honesto.



