BrasilBrasileirão Série A

Líder do Brasileirão, Botafogo já perdeu seis pontos nos acréscimos

O Botafogo é líder do Campeonato Brasileiro, com 26 pontos, depois do empate por 3 a 3 com o Internacional, na noite de quinta-feira.O jogo fechou a 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas a vantagem poderia ser bem maior. O time perdeu seis pontos tomando gols nos últimos minutos, assim como aconteceu neste último jogo.  O ‘se’ não entra em campo, mas se o time da estrela solitária tivesse conseguido esses seis pontos a mais, teria 32 pontos e nadaria de braçada na liderança, sete pontos à frente do Cruzeiro, segundo colocado.

15/08 – Botafogo 3×3 Internacional
Gol de empate do Inter: Fabrício, 94’

07/08 – Atlético Mineiro 2×2 Botafogo
Gol de empate do Atlético Mineiro: Luan aos 94’

28/07 – Flamengo 1×1 Botafogo
Gol de empate do Flamengo: Elias aos 95’

Liderança cigana

O Campeonato Brasileiro é sempre elogiado por ser equilibrado e esta edição particularmente tem evidenciado isso. Em 14 rodadas, são nove mudanças na liderança, a última nesta 14ª rodada, quando o Botafogo retomou o primeiro lugar, deixando o Cruzeiro para trás. Até aqui, cinco clubes diferentes lideraram a competição, sendo que em duas rodadas o líder foi o São Paulo. Sim, o São Paulo, atual 19º colocado, afundado na zona do rebaixamento e com perspectivas sombrias. Para ver como os primeiros jogos podem ser enganadores. Veja o líder ao final de cada uma das 14 rodadas do Brasileirão:

1ª rodada: Cruzeiro
2ª rodada: São Paulo
3ª rodada: São Paulo
4ª rodada: Coritiba
5ª rodada: Coritiba
6ª rodada: Botafogo
7ª rodada: Coritiba
8ª rodada: Botafogo
9ª rodada: Cruzeiro
10ª rodada: Botafogo
11ª rodada: Botafogo
12ª rodada: Cruzeiro
13ª rodada: Cruzeiro
14ª rodada: Botafogo

O jogador mais criativo

Quem mais fez passes para situações de gol no Campeonato Brasileiro é Seedorf. O jogador faz, em média, 3,5 passes como esse por jogo. No total, já foram 42 passes como esses. Só cinco se tornaram gols, o que mostra que o Botafogo ainda aproveita pouco a criatividade do seu camisa 10. Só no jogo de ontem, Seedorf deixou os companheiros em boa condição quatro vezes.

You shall not pass!

A defesa do Corinthians continua sendo o ponto forte do time e na 14ª rodada, não foi diferente. O empate por 0 a 0 com o Fluminense no Maracanã até deixou um gosto de que podia ter sido melhor para o corinthiano, já que o time foi melhor que o rival na casa do adversário. O bom é que a ineficiência ofensiva do time acaba compensada pela defesa, que só tomou seis gols nesses 14 jogos. Se o técnico do Corinthians tanto gosta de falar em equilíbrio, é exatamente isso que falta ao Corinthians. Defensivamente, o time está ótimo, mas ofensivamente…

Finalmente, uma vitória

Depois de longos cinco jogos, o Atlético Mineiro voltou a vencer no Campeonato Brasileiro. Foi contra o Bahia, no Independência, por 2 a 0, gols de Leonardo Silva e Alecsandro. Não dá para sonhar muito alto – o time é só o 16º, com 15 pontos. E não é pela posição ou pela pontuação que o atleticano não pode sonhar com título. É porque o time não parece disposto mesmo. Porque o Botafogo tem 11 pontos a mais, o que é muito, claro, mas é uma diferença que o Flamengo tirou em 2009 com menos rodadas a serem disputadas.

Alô, alô, seu juiz!

A Portuguesa viu uma vitória épica escapar nos acréscimos, graças a um grosseiro erro de arbitragem. O time vencia por 1 a 0, gol do atacante Gilberto, até os 49 minutos do segundo tempo. Foi quando teve uma confusão na área, a bola foi mal afastada pela defesa e sobrou para Bill empurrar para as redes. Só que o atacante do Coxa estaa embaixo da saia, como diria o lendário narrador Silvio Luiz. O gol foi validado e o Coritiba escapou da segunda derrota em casa. A Portuguesa, assim, segue triste na zona do rebaixamento, em 18º lugar, com 13 pontos. O Coritiba se mantém em terceiro lugar, com 24 pontos.

Grêmio matador

Se o tricolor gaúcho não tem feito grandes partidas sob o comando de Renato Gaúcho, mas não dá para dizer que não é um time forte. Desde que o técnico assumiu, são nove partidas, com quatro vitórias, dois empates e três derrotas. O time tem uma instabilidade difícil de explicar. As vitórias foram contra Botafogo, Fluminense, Bahia e Cruzeiro, ou seja, dois contra times que brigavam pela ponta. Contra o Cruzeiro, o time teve menos posse de bola (53% a 47%) e menos chutes a gol (20 a 13), mas venceu por 3 a 1. Os mineiros foram perigosos, mas os gaúchos conseguiram segurar o resultado para sair com uma bela vitória. O time de Renato Gaúcho é assim: uma no cravo, outra na ferradura.

O time mordedor

O Santos é a equipe que mais faz desarmes, em média, no Campeonato Brasileiro, com 26,8 por partida. Contra o Vasco, porém, isso não bastou: foram 25 desarmes, mas o adversário fez 23. E na bola mesmo, bom, o resultado não foi grandes coisas: um empate por 1 a 1, graças a um gol nos acréscimos do zagueiro Rafael Vaz, empatando para o time carioca.

Não tem moleza

O Criciúma é o time que mais faz faltas em média por jogo. São 19,9 por partida, à frente de Portuguesa e Bahia (ambos com 19,7). Em seguida, o ranking tem Botafogo e Atlético Mineiro (19,1). Contra o Náutico, o Tigre fez 28 faltas no jogo que venceu por 3 a 0 em casa. O time não alivia para ninguém.

Roteiro do rebaixamento

O São Paulo está percorrendo o roteiro do rebaixamento com clareza. O time não é ruim a ponto de cair, mas está fazendo tudo errado. Tem a crise política, a crise técnica, o nervosismo, as mãos na cabeça quando um lance dá errado – como foi quando o árbitro marcou pênalti para o Atlético Parananense – e o desespero dos jogadores. O empate por 1 a 1 no Morumbi nem foi o pior, já que o time correu risco real de perder o jogo. O pior é depois de 12 jogos ainda estar com só 10 pontos. O técnico, contratado há pouco tempo, está pressionado, o capitão Rogério Ceni já não tem mais explicações a dar sobre os maus resultados e o time joga um futebol digno da segundona. Se não mudar logo esse roteiro, aquela história de “faltam muitas rodadas” vai acabar e, quando perceber, o time estará com a água no pescoço.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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