Brasil

Laudo não aponta estupro, mas jogador pede e Corinthians rescinde contrato

Após criação de polêmica com a morte, jogador do sub-20 pediu para retornar ao clube de origem

Na última segunda-feira (25), o Corinthians publicou no BID a rescisão do contrato de Dimas Campos, jogador do sub-20 que teve relações sexuais com a jovem Lívia Gabrielle, de 19 anos, que morreu após o ato, em janeiro deste ano. O encerramento do contrato foi publicado logo após a divulgação do laudo médico, pelo Fantástico, no domingo passado, seguindo vontade do próprio atleta.

É importante ressaltar que, conforme as análises preliminares, não houve sinais de violência ou de estupro. Ou seja, Dimas não deve responder judicialmente pela morte de Lívia, atualmente tratada como um acidente pela investigação.

Dimas teve o contrato rescindido com o Corinthians após a divulgação do laudo médico de Lívia Gabrielle (Foto: Reprodução/BID)

O meia estava emprestado para o Corinthians e tinha vínculo previsto até o fim de 2024. Porém, após a repercussão da morte da jovem, ele resolveu retornar ao clube de origem, o Coimbra Sports, localizado na cidade de Contagem, em Minas Gerais.

Ele já havia saído do Timão há algum tempo, mas a oficialização só foi feita nesta semana. Pelo Corinthians, o jogador atuou em 12 partidas durante 2023 e não marcou nenhum gol.

Morte de jovem foi uma fatalidade

Segundo o atestado de óbito, Lívia Gabrielle teve um corte profundo em suas regiões íntimas após ter relações com o jogador. O sangramento causado pela lesão foi responsável por quatro paradas cardiorrespiratórias. Os laudos dos exames complementares realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) têm previsão de serem divulgados no próximo mês.

No laudo, os médicos apontam que o machucado chegou a cinco centímetros de extensão. Especialistas consultados pelo Fantástico afirmam que o pênis, em contato com o fundo da parede vaginal, pode ter causado a ruptura. Provavelmente, Lívia já sofria com uma condição pré-existente.

— O pênis pode ter levado a essa lesão. O caso dela foi uma fatalidade, aparentemente pelo que está aparecendo, pela parte anatômica — disse Fabiene Vale, da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

Jogador mantinha contato com a jovem por mensagens

Dimas e Lívia se conheceram por meio de uma rede social e trocaram mensagens quase que diariamente por aproximadamente três semanas. Antes do encontro, ambos já haviam combinavam ter relações sexuais, inclusive com uso de preservativos. As conversas entre os dois corroboram o depoimento do jogador à polícia.

Tanto Dimas quanto sua defesa alegam que as relações foram consensuais e que não houve violência. Em entrevista à Rádio Itatiaia, logo depois da morte de Lívia, o advogado do atleta ressaltou que o caso é tratado como uma situação acidental.

— Quero deixar claro que o Dimas não está sendo investigado, não está em nenhuma condição de suspeito de ter cometido qualquer crime. Ele foi convidado a ir à delegacia na noite de ontem (30 de janeiro) para prestar esclarecimentos na condição de testemunha. Ele conheceu essa garota, mais ou menos, há uns 30 dias pelo Instagram. Eles estavam conversando por essa rede social e marcaram um encontro na manhã de ontem para se encontrarem no final do dia. Foi a primeira vez que eles se encontraram pessoalmente — afirmou Tiago Lenoir.

Foto de Livia Camillo

Livia Camillo

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.
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