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Justus, o topetudo, e Abílio Diniz são ironizados no São Paulo

Em fevereiro, o São Paulo anunciou a chegada de Roberto Justus ao departamento de marketing do clube. Com fama de “Rei Midas”, chegou com a missão primordial de conseguir um novo patrocinador para o clube, em substituição ao BMG, que pagava R$ 30 milhões anuais.

Ele assumiu sem medo de vestir a pose de vencedor, de empresário competente. Prometeu arrumar patrocinador dentro de um mês. E, em março, foi convidado para ser vice-presidente do clube. Não aceitou.

No mês passado, oito meses após a chegada de Justus, o São Paulo anunciou acordo com a Semp Toshiba por R$ 23 milhões. E Justus não participou da negociação. Está totalmente afastado. E ganhou o apelido de “topetudo”. O mínimo que se fala dele é “o topetudo falou, falou e não conseguiu nada”.

Outra estrela ironizada no clube é o empresário Abílio Diniz, que tem um blog onde o único assunto é o São Paulo (www.abiliodiniz.blogspot.com.br). Ali, ele corneta sem parar. Por exemplo, após a vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, seu post dizia, entre outras coisas o seguinte: ‘quando Ney Franco descobrirá que o meio campo fica muito lento com a dupla Maicon e Jadson? Além disso, é muito lenta  também a chegada ao ataque. Ney precisa corrigir esse defeito já na escalação e não como fez ontem, só na etapa complementar´.

Abílio gosta de dizer que tem poder sobre o time do São Paulo. Gosta de jantar com treinadores. Um desses jantares terminou em agudo mal-estar porque Muricy irritou-se com sugestões e críticas sobre a maneira como montava o time. Ficou bicudo, respondeu com monossílabos e, na saída dirigiu alguns palavrões aos diretores que o haviam levado ao jantar indigesto.

Quando os comentários de Abílio Diniz causam alguma repercussão, inevitavelmente há o desabafo de dirigentes e membros da comissão técnica (não só dessa, das anteiores também) : “se ele gostasse mesmo do clube, daria algum dinheiro em forma de patrocínio, em vez de ficar só criticando”.

 

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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