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Jairzinho, 70 anos: o craque que foi muito mais do que o Furacão da Copa

Jairzinho é um dos craques da Copa de 1970 que possuem mais reconhecimento no exterior. Por mais que Rivellino, Tostão ou Gérson muitas vezes sejam considerados no Brasil como os mais talentosos escudeiros de Pelé, o que o Furacão fez no México ficou muito marcado. O craque anotou gols em todos os jogos daquele Mundial. Fez o único contra a Inglaterra, virou contra o Uruguai, deu tranquilidade contra a Itália. Sete bolas na rede, decisivas, que o colocam para muita gente como o segundo melhor jogador daquele Mundial. E que acabam deixando de lado os seus feitos pelos clubes.

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O que Jairzinho conseguiu é para poucos: além de ícone do Botafogo dos anos 1960, uma das melhores equipes da história do futebol brasileiro, o atacante foi protagonista do Cruzeiro campeão da Libertadores em 1976. Entrou para a história de dois grandes clubes em seus maiores esquadrões. Um feito que se aproxima de tudo aquilo que conquistou na Copa de 1970. Por mais que tenha rodado por muitos clubes no final da carreira, suas duas principais passagens são decisivas para ressaltar o craque que foi mais do que um vendaval.

Atacante com faro de gol e uma capacidade física impressionante, Jairzinho complementou bem a mítica linha de frente botafoguense que já contava com Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. O versátil garoto que renovou as forças do time e permitiu que aquela dinastia durasse por mais tempo. Somou 413 partidas e anotou 183 gols pelo clube. Sucesso que o garantiu em três Copas do Mundo com a Seleção.

Depois da passagem frustrada por Olympique de Marseille, muitos davam a carreira do veterano de 32 anos acabada. Porém, Jairzinho teve mais uma chance para mostrar seu valor. O atacante acabou contratado pelo Cruzeiro, onde teve a chance de ser a experiência em uma equipe na qual transbordava talento. Correspondeu com muitos gols: anotou 12 ao longo daquela campanha, seis apenas no triangular semifinal, e só ficou atrás de Palhinha na lista de artilheiros. Ajudou bastante na conquista inédita para o futebol mineiro – apenas a terceira do Brasil, após o bi do Santos de Pelé.

Neste Natal, Jairzinho completa 70 anos. Merece o respeito por tudo o que fez na Copa de 1970. Mas também a eterna gratidão de botafoguenses e cruzeirenses.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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