Grêmio: Quem é empresário que comprou gestão da Arena por R$ 130 milhões e doará ao clube
Contrário ao modelo de SAF, Marcelo Marques é torcedor fanático do Imortal e pré-candidato a presidência do clube
Agora finalmente o torcedor tricolor pode chamar a Arena do Grêmio de sua. Antes gerida pela imobiliária Revee e pela Arena Porto-Alegrense, agora o estádio será 100% do clube graças ao empresário Marcelo Marques, pré-candidato à presidência do Imortal, que adquiriu a gestão do local por R$ 130 milhões
— Tomei como missão [a compra dos direitos]. Nunca pensei em como o Grêmio poderia fazer para acertar comigo. Sabia que após conseguir, e não foi fácil, eu sentaria com o presidente e falaria: ‘Vai ser do jeito que tu quiser’. Parece que o Grêmio quis e eu quis que fosse doado, realmente. E vai ser doado 100%, vai passar para o Grêmio — disse Marques em coletiva de imprensa nesta terça-feira (15).
O clube gaúcho terá o controle definitivo da arena até o final do ano, período marcado pela transição da administração das empresas ao Tricolor. A Arena Porto-Alegrense é uma empresa do Grupo Metha (antiga OAS) e o Grêmio tentava há muito tempo, sem sucesso, um acordo para antecipar o controle geral do estádio, antes previsto em contrato para apenas 2033.
Agora, não precisa mais graças a Marques, um torcedor fanático do time azul, preto e branco e já conhecido no clube.

Maior produtor de pão francês do mundo, Marcelo Marques mira presidência do Grêmio
Marcelo Marques é envolvido no dia a dia do clube. Em 2023, ajudou a pagar parte dos salários do uruguaio Luis Suárez na passagem de um ano. Ele também é fundador do “O Grêmio é nosso”, movimento contra a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) que possa tomar o controle da equipe.
— Eu sou contra SAF. As maiores torcidas do país, não por acaso, são os clubes que mais arrecadam. O Flamengo, o Corinthians, o Palmeiras e o São Paulo. Nós temos que encostar nessas torcidas. Quando a torcida do Grêmio for essa que está encostada neles, não vai faltar mais dinheiro — disse ao jornal “Zero Hora”
— Estamos diante de uma grande oportunidade porque ali na frente, quase todos serão SAF. E nós só vamos lembrar dos clubes fera, aqueles que são da torcida. Sem o dinheiro de SAF, só com o dinheiro novo, que pode vir da melhor gestão da base, da gestão da Arena, ampliação da torcida. Santa Catarina tem 8 milhões de habitantes. Estão loucos para torcer para o Grêmio. Vamos dar motivos para eles torcerem para o Grêmio — finalizou.
Com essa trajetória que Marques anunciou sua candidatura para concorrer a presidência do Grêmio em eleições marcadas para acontecerem entre setembro e novembro deste ano.
A ARENA É NOSSA! 🇪🇪 Uma manhã histórica para o Clube e para todos os Tricolores. Uma nova fase, o mesmo sentimento. PELO GRÊMIO, SEMPRE!
— Grêmio FBPA (@Gremio) July 15, 2025
Confira a entrevista coletiva na integra em https://t.co/ODS7gq047l pic.twitter.com/WSuKTtvfjQ
O currículo de gestão do empresário, porém, está no setor privado. Em 1999, ele fundou, ao lado do irmão Claudiomar Marques, o Grupo Marquespan, sendo presidente desde então da empresa que é a maior no mundo na produção de pão de francês.
Segundo informações oficiais do site do grupo, a companhia tem mais de 20 mil clientes ativos, soma 5 mil colaboradores e uma frota própria de cerca de 600 caminhões. Em consulta aos CNPJs das sedes da empresa, o capital social declarado apenas das unidades em Gravataí e Tatui chega a mais de R$ 8 milhões.
— Em 1999, os irmãos Marcelo Marques e Claudiomar Marques transformaram os fundos da casa de seus pais, Seu Edemar e Dona Elga, no início de uma história que alimentaria o futuro. Ali começava a Marquespan, como uma pequena fábrica que fornecia pães apenas para mercearias e mercadinhos da região — aponta a descrição do portal da Marquespan.



