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Mal no primeiro, bem no segundo: Grêmio faz dois tempos distintos e leva vantagem contra Caxias no Gaúcho

Caxias desperdiça muitos gols na etapa inicial, Grêmio aproveita e vence por 2 a 1 a ida da semifinal do Campeonato Gaúcho

Os mais de 5 mil torcedores que acompanharam a ida da semifinal do Campeonato Gaúcho no Centenário, neste sábado (16), viram um jogo com dois tempos bem diferentes. No primeiro, o Caxias surpreendeu e amassou o Grêmio. Empilhou várias tentativas e por pouco não abriu o placar, vendo Caíque brilhar na meta adversária. Apesar disso, o Tricolor saiu com a vitória parcial por 1 a 0, gol de Franco Cristaldo. Para etapa final, o time treinado por Renato Gaúcho mudou a postura, dominou por pelo menos 30 minutos e mereceu ampliar pelos pés de Diego Costa, de pênalti. O clube grená ainda descontou ao contar com desvio contra de Du Queiroz, mas foi derrotado por 2 a 1.

Os erros defensivos gremistas na etapa inicial devem ter irritado Renato, que ainda precisa acertar essa questão coletiva da equipe. No entanto, ele provavelmente ficou muito satisfeito com o ótimo jogo de Diego Costa. O centroavante participou da criação, fez bons pivôs e sofreu o pênalti em ótima jogada individual. É uma boa notícia, visto que a saída de Luis Suárez causou muita preocupação para o Tricolor em 2024.

A volta da semifinal acontece em 26 de março, na Arena do Grêmio, e um empate classifica o Imortal.

Do outro lado da chave estão Internacional e Juventude, que jogam a ida neste domingo (17).

Caxias é melhor no 1º tempo, empilha chances e consegue desperdiçar todas

O roteiro da etapa inicial parecia invertido. Quem queria propor jogo, ter a bola no chão e teve mais chances de gols foi o Caxias, não o Grêmio, que apostava em lançamentos e tinha pouquíssima criatividade. A equipe da casa levava perigo, especialmente quando arriscava de longe. Assim que Elyeser tentou pela primeira vez, em um chute venenoso de fora. Caíque acompanhou a trajetória da bola e foi bem para espalmar. O goleiro gremista teria que trabalhar de novo, dessa vez se jogando para afastar de soco em tentativa distante de Emerson Martins. No escanteio dessa jogada, o zagueiro Cézar Henrique cabeceou para o chão, a bola subiu e adivinha? Caíque afastou.

O Caxias chegava também faltas. Em uma delas, o chute de Tomas Bastos passou por cima do gol. Depois, na intermediária direita, um ótimo levantamento chegou em Alvaro, que desviou e Caíque só assistiu, parado, a bola passar pertinho da trave e sair. O arqueiro do Imortal não parava de trabalhar e até dividia com atacantes. Assim que impediu que um chutão virasse assistência para o camisa 9 do Caxias e afastou parcialmente. Vitor Feijão aproveitou a sobra e finalizou rasteiro para fora. Foram 10 finalizações para o time treinado por Argel Fuchs, sendo quatro no gol, isso que nem contou quando Peu cruzou e a bola explodiu em Álvaro e depois em Caíque. Dito tudo isso, mostrando que nem sempre o futebol é lógico, quem saiu ganhando o primeiro tempo foi o lado tricolor.

Em rara jogada na área adversária, Diego Costa fez um ótimo pivô e acionou Mathias Villasanti na direita da área. O volante paraguaio levantou, Franco Cristaldo cabeceou, o goleiro Fabian Volpi espalmou e o próprio meia argentino apareceu para concluir no rebote.

No intervalo, ao SporTV, o meia Cristaldo alegou que o gramado não estava bom. E realmente dava para ver que não estava lá aquelas coisas, mas o Caxias, ao contrário do Grêmio, soube jogar pelo chão e só não terminou o primeiro tempo com pelo menos um gol porque faltou capricho nas conclusões.

Caxias x Grêmio
Caxias joga melhor, mas sai perdendo no primeiro tempo (Foto: Luiz Erbes/S.E.R. Caxias)

Grêmio volta melhor, Diego Costa brilha e termina com vitória

Renato Gaúcho deve ter dado uma bronca no elenco para mudança que aconteceu na etapa final. O Grêmio voltou jogando o que se espera dele contra um adversário abaixo tecnicamente. Colocou a bola no chão, se impôs, pressionou e não deixou o Caxias atacar mais com o perigo visto antes.

O Tricolor chegava com naturalidade, usando muito bem o Diego Costa. O centroavante mostrava algo que nem era sua característica: a velocidade. Ele quase marcou quando disparou nas costas da defesa e, na cara de Volpi, mandou em cima do goleiro adversário. Depois, na entrada da área, puxou para linha de fundo, ganhou de Marcelo Ferreira e só foi parado com um empurrão nas costas, pênalti marcado. Costa foi para marca da cal e deslocou o arqueiro facilmente para marcar.

Ao contrário do primeiro tempo, Caíque mal foi exigido no segundo. Quando a bola veio em cobrança de falta pela esquerda, aos 30, ele furou o soco na bola, que explodiu em Du Queiroz e tomou o rumo das redes. O VAR entrou em ação e chamou o árbitro para ver se Alvaro, impedido, atrapalhou o goleiro quando subiu para disputar a bola. O juiz de campo não entendeu dessa forma e confirmou o gol.

Não dá nem para dizer que o Caxias pressionou o adversário nos minutos finais. Nem criaram chances claras ou perigosas. No máximo, uma falta cobrada por Bastos, passando por cima do gol.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de eSports no The Clutch. Além disso, atuou como assessor de imprensa no setor público e privado.
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