Ganso precisa respeitar o Santos

Paulo Henrique Ganso quer deixar o Santos. Isso é claro e já mostrei os motivos há alguns dias. Para sair e ao mesmo tempo consolidar uma imagem de jogador sério, ele não pode colocar a mãe no meio. Seria ridículo se ela deixasse os afazeres da casa para dizer que está preocupada com a segurança do filho e que ele não pode mais jogar no Santos. Esse fingimento todo foi o roteiro utilizado por Guilherme para trocar a Portuguesa pelo Corinthians. Não resistiu à pressão da Leões da Fabulosa, vai fazer o quê quando for questionado pela Fiel?
O caminho correto é ser honesto e direto. Não quero mais jogar aqui, por favor me liberem. Se não liberarem,abro mão dos meus salários e fico sem jogar até fevereiro de 2015, quando termina o contrato. Atitude de homem, sem subterfúgios. Respeitando o clube de futebol.
A falta de respeito aos clubes de futebol é algo que começou a aparecer como consequência da implantação da ótima Lei Pelé, um dos maiores gols do Rei. Jogador deixou de ser escravo, não é mais mercadoria, mas em vez de aproveitar a oportunidade e tomar conta de sua carreira e de seu destino, deixou isso nas mãos de empresários. Eles tiram jogador daqui e colocam ali. E nunca cumprem o contrato. Fazem de tudo para sair. Não respeitam ninguém. E não são respeitados. Os corintianos, por exemplo, sabem que Guilherme baterá asas quando houver uma oferta que lhe dê mais ganhos. Mesmo que precise chamar a mamãe novamente.
Ganso foi altivo ao não aceitar o plano de carreiras proposto pelo Santos. Não aceitou que seus contratos de publicidade fossem gerenciados pelo clube. Não aceitou aumento salarial que o deixasse mais tempo preso ao clube. Não permitiu que sua multa fosse aumentada, com um novo salário.
Foi coerente. Negociou duro, mas com respeito. Não pode jogar essa postura fora, abandonando treinos e fingindo que está ameaçado ou que não tem condições psicológicas para atuar. Seria ridículo.



