Brasil

Galhardo continua iluminado e encaminhou mais uma vitória do Inter, isolado na liderança

Os ventos continuam soprando a favor do Internacional no Campeonato Brasileiro. Os colorados visitaram o Botafogo no Estádio Nilton Santos, para um compromisso que se prometia difícil. E saíram com a vitória, muito graças a Thiago Galhardo. Principal jogador da equipe neste início de Série A, o atacante marcou gol e deu assistência nos 2 a 0 sobre os botafoguenses, que asseguram por mais tempo a liderança do time de Eduardo Coudet. Embora inferiores, os botafoguenses também têm motivos para se queixar da arbitragem.

Uma constante nos últimos jogos do Botafogo, Gatito Fernández precisou operar sua primeira grande defesa aos três minutos. O goleiro travou o cruzamento a Galhardo, antes de desviar o chute de D’Alessandro. No entanto, os companheiros de zaga não ajudariam o paraguaio e logo depois o Inter anotou o primeiro gol. Moisés cruzou com liberdade e Galhardo pulou soberano para definir de cabeça. Gatito até tocou na bola, mas estava vendido e não evitou o tento.

O Botafogo tinha uma estratégia clara, ao tentar formar uma linha defensiva robusta e atacar com velocidade. Entretanto, desta vez o time não correspondia e o Inter tinha uma atuação confortável, explorando os erros dos alvinegros. Matheus Babi até poderia ter empatado aos 14, mas pegou mal na bola. Enquanto isso, a pressão dos colorados na marcação resultou no segundo tento, aos 27. Galhardo brigou pela posse na entrada da área e, mesmo cercado, ficou com a bola. Passou a Boschilia, com a avenida aberta, e o meia só precisou deslocar Gatito.

O jogo ficou mais truncado depois disso e o Botafogo tentava sair, mas sem muita criatividade. Não havia uma aula de contra-ataque, como ocorreu diante do Atlético Mineiro. O maior respiro vinha quando Babi pegava a bola e tentava rabiscar os espaços. O jovem balançou as redes aos 42, ao tentar duas vezes, mas havia um impedimento milimétrico de Rhuan e o lance acabou anulado corretamente após intervenção do VAR. Antes do intervalo, Gatito precisaria aparecer mais uma vez no duelo particular contra Galhardo e se salvou.

O segundo tempo começou mais lento e o Botafogo esboçou uma reação a partir dos 12 minutos, quando Luiz Otávio e Bruno Nazário entraram. O meia logo apareceria para concluir às redes, aproveitando um cruzamento de Babi aos 15. O lance foi para a revisão do VAR e houve discussão entre os times. No fim das contas, o tento mais uma vez acabou anulado por uma suposta falta de Babi sobre Patrick bem antes da conclusão – em decisão bastante contestável.

A partir de então, o jogo se alternaria entre uma chegada ou outra dos cariocas e a decisão do Inter em cozinhar o resultado. Os colorados preferiram segurar o triunfo sem correr muitos riscos e faziam uma partida sonolenta, com reforço do sistema defensivo. O melhor lance, de qualquer maneira, seria ainda dos gaúchos. Em escapada de Edenílson pela direita, o cruzamento veio na medida, mas Marcos Guilherme errou o alvo. Já nos acréscimos, Lomba também deu sua contribuição, espalmando cobrança de falta potente de Danilo Barcelos.

O Internacional fecha a rodada com mais um final de semana garantido na liderança. Os colorados somam 15 pontos, com cinco vitórias em seis partidas. Que a tabela tenha ajudado de início, os resultados nas duas últimas partidas são imponentes. Os gaúchos desbancaram o Atlético Mineiro e ainda fizeram aquilo que o Galo não conseguiu, contra o Botafogo. Não é uma equipe pronta, mas a defesa se segura e Galhardo resolve na frente, mesmo com a ausência de Guerrero. Já os botafoguenses perdem a invencibilidade e ficam com seis pontos. Há motivos para se queixar da arbitragem, e Gatito até derrubou o monitor do VAR durante a saída aos vestiários – o que não significa que a derrota não corresponda à superioridade do Inter.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo