Brasil

“Futebol bandido” de volta? Felipão aposta na experiência

Em sua primeira passagem pela Seleção, Luiz Felipe Scolari viu a sua coletiva de apresentação ser marcada por uma frase polêmica do então presidente da CBF, Ricardo Teixeira. “Sai o futebol bailarino e entra o futebol bandido”, afirmou o cartola, fazendo referência ao trabalho do antecessor Emerson Leão. A expressão acabou repercutindo bastante na época e foi adotada até mesmo em alguns clubes como sinal de falta de garra, malandragem e experiência.

Ainda na entrevista, Felipão tentou reparar a gafe de Teixeira e comentou a sua ideia para a equipe que viria a se sagrar pentacampeã mundial um ano depois. “É uma seleção de jogadores experientes, que não vão revidar qualquer coisa, que não comentem exageros, mas que não também não são bobos. Anjinho aqui só no céu”, brincou ao final da resposta.

Felipão não deverá abrir mão dessa experiência mais uma vez. E nisso terá o apoio do seu novo escudeiro e coordenador, Carlos Alberto Parreira. Em contatos anteriores com o blogueiro, Parreira sinalizou que a geração de Neymar só estaria pronta em 2018 e que seria preciso um suporte de atletas mais rodados para aguentar a pressão daqui a um ano e meio. Esse também é o pensamento do atual presidente da CBF, José Maria Marin, que cobrava a Mano Menezes o retorno dos veteranos.

Alguns nomes antes descartados podem reaparecer para o amistoso contra a Inglaterra, em fevereiro. Entre eles, Julio César, Lúcio, Elano, Felipe Melo, Hernanes, Ronaldinho e Robinho. O “futebol bandido”, como cunhou Ricardo Teixeira, de novo em alta.

Em quem você apostaria?

Foto de Ubiratan Leal

Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.
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