Frustrante empate com o Grêmio passa muito pelo baixo nível do banco de reservas do Santos
Robinho Jr. e Souza foram os únicos que ofereceram melhora ao Peixe diante do Tricolor gaúcho
O suado e ao mesmo tempo frustrante empate do Santos com o Grêmio, na noite desta quarta-feira (1º), na Vila Belmiro, expôs mais alguns problemas do atual elenco do Peixe.
Além da clara dificuldade dos homens de frente para transformar as oportunidades em gols, é nítido que parte das opções do banco de reservas pouco (ou nada) acrescentam quando colocadas em campo.
E isso, em casos como no jogo com o Grêmio, direcionam as pretensões do time numa partida de um Campeonato Brasileiro tão nivelado.
Vojvoda aposta em Tiquinho Soares
Depois de ser superior no primeiro tempo, mas não ver o Santos abrir o placar, o técnico Juan Pablo Vojvoda voltou do intervalo com a intenção de melhorar a capacidade ofensiva da equipe apostando em Tiquinho Soares no lugar de João Schimidt.
Satisfeito com o empate, o Grêmio só saia do seu campo de defesa por meio de contra-ataques. E percebendo o maior volume de jogo dos seus comandados, o treinador argentino decidiu arriscar.
O problema é que Tiquinho Soares, já há algum tempo, não corresponde. Em dado momento do duelo, o centroavante perdeu uma chance dentro da área que uma equipe ávida para sair da parte de baixo da tabela não pode se dar ao luxo de perder. Nem em rachão no CT Rei Pelé.
“Eu não desaprendi a fazer gols.”
— Roniere (@sfcroniere) October 2, 2025
– Tiquinho Soares. pic.twitter.com/BwaTFzwyXV
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Só Robinho Jr e Souza saíram da mesmice
Posteriormente, já com o Santos precisando de gás novo para evitar a derrota que vinha se desenhando, Vojvoda promoveu mais quatro trocas: entraram Robinho Jr., Tomás Rincón, Igor Vinícius e Souza. Saíram Rollheiser, Barreal, Mayke e Escobar.
Destas, as únicas que trouxeram algum tipo de melhora ao time foram as entradas de Robinho Jr. e Souza, ambos Meninos da Vila, que, tomados pelo incentivo da torcida, se lançaram para cima do sistema defensivo do Grêmio com objetividade.

Rincón, no alto dos seus 37 anos, oferece experiência ao time, mas não entrega intensidade. E, por característica, também não soma em termos de construção como o Santos precisava naquele momento da partida.
Já Igor Vinícius, diante do péssimo momento vivido por Mayke com a camisa do Peixe, era de se imaginar que traria alguma espécie de agressividade pelo lado direito do campo.
Afinal, Mayke foi quase nulo em termos ofensivos, sendo que essa, talvez, seja a sua principal virtude como lateral – vide o fato de ter sido usado regularmente como ala por Abel Ferreira nos seus últimos anos de Palmeiras.
Mas não. O máximo que Igor Vinícius fez foi manter o nível baixíssimo da lateral direita do Santos no confronto.
Ou seja, não fosse o ímpeto de Robinho Jr. e Souza, o acréscimo vindo do banco de reservas teria sido zero.
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Técnico do Santos tem uma pequena parcela de culpa
O torcedor que também apontar erros de Vojvoda contra o Tricolor gaúcho não estará errado. Principalmente na escolha pela primeira substituição, onde ele se arriscou em abrir o meio-campo da equipe, mas com um jogador lento e em má fase como Tiquinho Soares.
A entrada de Rincón, naquelas circunstâncias da partida, também não foi das melhores.
Ainda assim, a maior parcela de responsabilidade é dos atletas e da diretoria pela construção de um elenco tão desequilibrado.






