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Fred perdeu um gol para atormentá-lo por toda a vida (e, de 0 a 10, 11 da Escala Deivid)

No final das contas, tudo se saiu bem. O Fluminense terminou com os três pontos, vencendo o Santos por 2 a 1 no Maracanã. No entanto, Fred mal deve ter conseguido dormir. E, quando pegou no sono, certamente ficou se revirando na cama. Revivendo o pesadelo de ver as redes tão próximas e não conseguir estufá-las. Afinal, o ídolo tricolor perdeu um gol que um camisa 9 de sua estirpe nunca admitiria perder. A ponto de botar em xeque a Escala Deivid para torná-la a Escala Fred.

É bom dizer que Fred abriu o caminho para a vitória do Flu. O artilheiro fuzilou dentro da área no primeiro tempo e deu a vantagem sobre o Peixe. Só que quando o placar já estava empatado em 1 a 1, aos 25 do segundo tempo, o centroavante fez o impossível. Acertou o travessão em uma bola próxima do chão, a poucos centímetros da linha definitiva. Se tentasse de novo, iria demorar para repetir tamanha proeza. Após o lance, o capitão permaneceu desolado dentro do gol, com os braços estatelados – após irem à cabeça, em um reflexo imediato de incredulidade. Deitado justamente onde a bola deveria estar adormecendo naquele momento, logo depois de acariciar as redes.

É certo que os homens de seu ofício também perdem lances assim, e o goleador provavelmente faria o serviço em outras 99 chances iguais que tivesse. Mas não aproveitou essa. Independente das dezenas de gols que continue marcando, este ainda continuará remoendo. Para a alegria dos tricolores, Lucas Gomes definiu a vitória aos 35 minutos. Mas o remorso de Fred, este vai  muito além dos acréscimos.

PS: A foto fantástica que abre o texto é de Jorge Rodrigues. O verdadeiro “momento decisivo”

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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