Com José Boto, Flamengo muda perfil de interesse e busca alvos ‘alternativos’
Diretor português mostra olhar diferenciado do brasileiro ao buscar nomes para o Rubro-Negro
O Flamengo passa por uma transição neste momento. Após uma gestão vencedora e ao mesmo tempo questionada de Rodolfo Landim, o clube carioca viu a oposição vencer a eleição e Luiz Eduardo Baptista, o Bap, assumir a presidência com a virada do ano.
Aquele Rubro-Negro ativo no mercado com Marcos Braz de vice-presidente de futebol (2019-2024) deu lugar a uma gestão mais cautelosa e com olhar diferenciado no mercado de transferências sob comando do português José Boto, ex-Benfica e Shakhtar Donetsk.
Equatoriano na Bélgica e atacante burquinense: os alvos diferentes do Flamengo
Os primeiros nomes especulados no Flamengo mostram a experiência de Boto na área de captação, função que exerceu no clube português, e chamam atenção pelo perfil alternativo, muito longe dos nomes midiáticos que a torcida se acostumou a ver no clube nos últimos anos.
Um deles é o atacante Lassina Traoré, de Burkina Faso e atualmente no Shakhtar, onde foi contratado justamente por Boto, em 2021. O diretor assumiu o interesse pelo centroavante de 23 anos em coletiva na última segunda (30).
— É um jogador que conheço muito bem. Quando eu estava no Shakhtar, compramos do Ajax, com 18 anos, por 10 milhões de euros (R$ 64,2 milhões). É um jogador em que pensamos e está em análise, como muitos outros — disse.
Ele seria um substituto direto de Gabriel Barbosa, que deixou o Fla rumo ao Cruzeiro, sendo definitivamente um perfil diferente do ex-camisa 10. No entanto, segundo o “ge”, os problemas físicos de Traoré diminuem as chances do negócio acontecer.
— A posição de centroavante é a mais prioritária e não queremos falhar, queremos encontrar o perfil que interessa ao treinador e ao Flamengo. Pode ser um nome conhecido, mas pode ser menos conhecido. Normalmente os nomes conhecidos são para agradar à torcida. Queremos alguém com rendimento — completou.
Outra opção especulada para o ataque, revelada inicialmente pela Trivela, é o equatoriano Alan Minda. Cria do Independiente del Valle, o ponta direita agradou Boto e já teria recebido os primeiros contatos do Rubro-Negro.
Traoré e Minda cumpririam metade dos alvos que o Flamengo quer trazer nessa janela. Além de um centroavante e um atacante pelos lados, a gestão de Bap quer um lateral-direito e um meia, mas sem gastar tanto, já que o clube mostra preocupação com a parte financeira.
— Já conversei com o presidente [Bap] em relação às verbas que temos para gastar. Não vou aqui divulgar, porque é óbvio, uma parte da profissionalização também é não discutirmos publicamente os assuntos internos, mas [o valor] é suficiente para os reforços que queremos — explicou Boto.
— Tenho conversado todos os dias com o Filipe Luís. Temos bem claro que o elenco tem uma qualidade enorme, sabemos que temos que fazer alguns ajustes. E esses ajustes serão feitos com tempo, no tempo que nós queremos, e não para agradar torcida ou imprensa. Faremos aquilo que nós achamos que deve ser o ideal para o Flamengo — reiterou.
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Além de alvos alternativos, Fla com José Boto terá olhar especial para base
Em sua experiência a gestão esportiva, Boto passou mais de uma década no Benfica, período no qual participou diretamente do processo de transição da base ao profissional de joias como Bernardo Silva, hoje do Manchester City, João Félix, do Chelsea, e João Cancelo, do Al-Hilal, todos jogadores com participação na seleção de Portugal.
Na coletiva, o português reforçou a importância dos jovens em seus trabalhos. A presença e maior utilização dos garotos, já vista com Filipe Luis no ano passado, também ajuda o Rubro-Negro a gastar menos no mercado.
— A base é minha área. É algo que vou me orgulhar. Temos que criar esse DNA, jogadores talentosos e ao mesmo tempo responsáveis — afirmou.



