Brasil

Fim do primeiro tempo

Chegamos ao final do primeiro turno do Campeonato Brasileiro dividido em três grupos. O primeiro de times que irão lutar pelo título, cada vez mais destacado. O segundo é dos times que sonham com a parte de cima, mas convivem com a possibilidade de ainda ter que lutar contra o rebaixamento. Por fim, aquele dos times que lutam para permanecer na primeira divisão.

A luta pelo topo

O Fluminense é o atual líder, mas caso o Corinthians vença o jogo que tem atrasado contra o Vasco, no dia 13 de outubro, o campeão simbólico do primeiro turno passa a ser a equipe corinthiana. O Fluminense já teve dias melhores, mas a queda de rendimento da equipe nas últimas rodadas preocupa. Resultados ruins são inevitáveis em um campeonato de 38 rodadas, mas o acúmulo de resultados ruins abala a confiança da equipe.

O Corinthians é o segundo time deste grupo e se candidata como principal concorrente do Fluminense. Ao contrário do concorrente carioca, que precisa se adaptar ao 4-4-2 para a entrada de Deco no time depois de acostumar-se a jogar no 3-5-2 montado por Muricy, Adílson conseguiu rapidamente alterar apenas marginalmente o Corinthians para o seu estilo. A base é a de Mano Menezes, mas o time tem características do seu novo treinador: a velocidade. Mais do que isso: aprendeu a jogar sem Ronaldo, situação que é a mais comum hoje. E ainda tem o melhor ataque da competição e o artilheiro, Bruno César, com 9 gols.

Internacional e Santos estão entre os candidatos ao título, depois de priorizarem a Libertadores e a Copa do Brasil, respectivamente. O Internacional tem um dos melhores elencos do país e pode disputar jogo a jogo com qualquer time. O Santos tem um elenco menos farto, mas um time coeso e que mesmo sem encantar tem conseguido os resultados.

Mais atrás, Botafogo e Cruzeiro mostraram-se times capazes de bons resultados. O Botafogo de Joel Santana não é brilhante, mas tem boas opções ofensivas e pode conseguir bons resultados. O Cruzeiro tem elenco e está em ascensão, o que pode levar o time a subir ainda mais na tabela e, quem sabe, lutar pelo título.

Sonho com a parte de cima, preocupação com a parte de baixo

O grupo intermediário começa com o Atlético Paranaense, que depois de uma recuperação comandada pelo técnico Paulo César Carpeggiani, em 7º lugar. Para um time que parecia condenado a lutar contra o rebaixamento, parece um bom resultado. É, talvez, o time que melhor exemplifique esse grupo: a manutenção dos bons resultados pode levar o time a subir na tabela e, quem sabe, até brigar por vaga entre os seis primeiros; uma queda de rendimento, porém, pode levar o time para a parte de baixo da tabela novamente.

O Vasco é um dos times que olham para a parte de cima da tabela com desejo, mas ainda precisam de regularidade. O time melhorou sob o comando de Paulo César Gusmão, mas ainda empata demais, o que afasta o time do bloco de cima. Para um clube que veio da segunda divisão, a campanha já é boa e pode melhorar ainda mais, se mantiver, ao menos, o mesmo desempenho.

O caso do Guarani é diferente. O time tem por objetivo apenas manter-se na primeira divisão, o que caminha com bons passos para conseguir. Consegue bons resultados em casa e belisca alguns pontos fora – o que será suficiente para continua na Série A.

O São Paulo fez um primeiro turno fraco, suficiente apenas para manter-se na primeira divisão. Almeja mais e só pode sonhar com a Libertadores porque Santos e Inter, ambos com vaga garantida, devem abrir as vagas na 5ª e 6ª posição. Vai precisar melhor muito, o que ainda não se viu em campo.

O Ceará tem pontos suficientes para manter-se na primeira divisão se continuar com bom desempenho em casa e o bom desempenho defensivo, com a melhor da competição. Resta saber se o time é capaz disso, já que mostra cada vez mais fragilidade, com um ataque que não marca. Palmeiras e Avaí estão em situação parecida – o que é decepcionante para o alviverde de Felipão, mas o próprio técnico já disse que não dá para esperar mais do que isso. O Avaí pode se contentar com a permanência na primeira divisão.

Correndo da rabeira

Flamengo, Vitória e Grêmio estão na zona perigosa que vê apenas com binóculos a parte de cima da tabela e tem como vizinho a zona do rebaixamento. São times que têm desempenho ruim e fortes candidatos a entrarem no grupo dos rebaixados com dois ou três jogos ruins.

O rubro-negro tem potencial para melhorar, mas isso é só teoria. O time, agora sob o comando de Silas, tentará melhorar o desempenho ofensivo, o pior do campeonato até agora com apenas 14 gols em 19 jogos. Ainda é uma incógnita, e é difícil apostar em melhora.

O Vitória caiu vertiginosamente de desempenho após a derrota na Copa no Brasil e, embora o elenco tenha alguns bons jogadores, é difícil prever que o time arranque. O Grêmio com Renato Gaúcho ainda é um time frágil, embora tenha um bom elenco. O potencial para melhora existe, mas o time terá que jogar o que não jogou até agora. É mais provável que brigue mesmo para não cair.

Já dentro da zona do rebaixamento, o Atlético Mineiro tem cara de time rebaixado. Vanderlei Luxemburgo não conseguiu dar liga ao time, recheado de jogadores com salários altos, mas com desempenho pífio. Vai brigar contra o rebaixamento até o fim e, pior, tem cara de que não vai escapar.

O atlético Goianiense reagiu nas últimas rodadas sob o comando de Renê Simões, mas ainda deve brigar para escapar dos últimos lugares até o fim do campeonato. Grêmio Barueri e Goiás vivem situação parecida: os insucessos vão se somando e o time não parece ter forças para reagir. Os atuais quatro últimos colocados são os maiores candidatos ao rebaixamento não apenas pela posição que ocupam, mas pelo fraco futebol que apresentam. Caso a reação do Atlético Goianiense se mantenha, porém, o time pode acabar puxando um dos times acima da zona do rebaixamento para cair.

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Equipe Trivela

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