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Fabrício não aceitou as vaias, mandou a torcida do Inter para aquele lugar e foi expulso

Se havia algum torcedor do Internacional que respeitava Fabrício, certamente perdeu a sua empatia pelo lateral esquerdo nesta quarta-feira. O defensor não escondeu sua irritação com os colorados e resolveu bater-boca com os presentes no Beira-Rio. Mas dentro do gramado e com a bola ainda rolando. Foi expulso pelo árbitro e dificilmente será aceito outra vez pela torcida. Uma das reações mais impulsivas dos últimos tempos – e, convenhamos, sem muito cérebro. Atitude parecida com a que aconteceu há uma semana na Turquia, em que Emenike tirou a camisa após as vaias da torcida do Fenerbahçe. Com a diferença que ele não xingou e acabou convencido a terminar o primeiro tempo em campo.

VÍDEO: Emenike não aguentou ser vaiado pelo torcida, tirou a camisa e deixou o campo

Quem foi ao Beira-Rio estava longe de ver um jogo empolgante pelo Gauchão. O Inter empatava sem gols com o Ypiranga e tinha um jogador a menos, após a expulsão de Anderson. Aos 18 minutos do segundo tempo, a paciência dos colorados estourou e as vaias tomaram conta do ambiente depois que Fabrício não avançou em uma jogada no ataque – algo que não é exatamente novo ao jogador, costumeiramente criticado. Mas o lateral não aceitou desta vez. Largou a bola e começou a fazer gestos obscenos para as arquibancadas. Recebeu o cartão vermelho e não se controlou. Ainda que D’Alessandro, Juan e os companheiros tentassem contê-lo, tirou a camisa e jogou no chão. Foi para os vestiários acenando que nunca mais jogaria pelo Inter.

Sete minutos depois, o Inter marcou o gol da vitória por 1 a 0, com D’Alessandro cobrando pênalti. Nada para satisfazer os colorados ou limpar a barra de Fabrício. A não ser que tenha sido vítima de uma ofensa específica, só pelas vaias a reação do lateral é injustificável. Especialmente pela forma como ele desrespeitou não apenas os torcedores, mas o próprio clube. No mínimo, precisa de um pedido de desculpas, ainda que a indisciplina também sugira multa e suspensão interna. Algo que talvez não adiante, já que os colorados não vão querer vê-lo em campo tão cedo – ou, talvez, nunca mais.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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