Expulsão de Zé Ivaldo mata Cruzeiro, que não sai de empate contra o Tombense
Com dois a menos após Zé Ivaldo e Marlon serem expulsos, Cruzeiro não sai do zero contra o Tombense, mas mantém vantagem no Campeonato Mineiro
O Cruzeiro até começou bem, mas a expulsão do zagueiro Zé Ivaldo, aos 34 minutos do primeiro tempo, prejudicou a equipe e a Raposa não saiu do zero a zero com o Tombense. No final do jogo, ainda teve tempo para o lateral-esquerdo Marlon também levar cartão vermelho, por reclamação, numa decisão bastante controversa, que rendeu reclamações celestes. A partida, disputada na noite deste domingo (10), no Ipatingão, em Ipatinga, no Vale do Aço, foi a primeira da semifinal do Campeonato Mineiro de 2024.
Mesmo com o tropeço, o Cruzeiro mantém a vantagem conquistada por ser o melhor time da primeira fase do estadual. O time celeste joga pelo empate no jogo de volta, que será disputado no próximo fim de semana, no Mineirão.
🕘 Fim de jogo no Ipatingão.
Vamos lutar pela classificação para a final em casa!🔷 #TOMxCRU | 0-0 | 🔷 #SouCruzeiroTradição pic.twitter.com/ALzoKbPOzo
— Cruzeiro 🦊 (@Cruzeiro) March 11, 2024
Dinenno é preservado e Papagaio ganha oportunidade
Assim como esperado, o treinador argentino Nicolás Larcamón manteve o time base que vem jogando neste início de temporada. Isso implicou na manutenção da titularidade do meia Mateus Vital, que ganhou a posição e voltou ao onze inicial na vitória contra o Uberlândia. A única mudança em relação a última partida foi a entrada do atacante Rafael Elias Papagaio no lugar do argentino Juan Dinenno, artilheiro do Cruzeiro na temporada. O camisa 9 sentiu a parte física e precisou fazer um controle de carga, que o tirou do primeiro jogo da semifinal.
Sem Dinenno, Larcamón escalou o Cruzeiro assim: Rafael Cabral; William, Zé Ivaldo, João Marcelo e Marlon; Lucas Romero e Lucas Silva; Mateus Vital, Matheus Pereira e Arthur Gomes; Rafael Elias Papagaio.
Já o Tombense foi escalado pelo treinador Raul Cabral com: Felipe Garcia; Pedro Costa, Ednei, Zé Vitor e Emerson; Mikael, Kaio Mendes e Rafinha; Vitinho, Felipinho e Igor Bahia.
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Cruzeiro domina primeiro tempo, mas para na trave
Jogando apoiado por mais de 20 mil torcedores, o Cruzeiro estava em casa, e desde o início do jogo pressionou o Tombense, que mal conseguia passar do meio de campo. O time celeste, além de controlar a posse de bola, conseguia agredir, principalmente quando a bola passava por Matheus Pereira, que conseguia acionar com precisão seus companheiros.
Outra arma do Cruzeiro, bastante utilizada neste início de temporada, apareceu novamente, ficando perto de abrir o placar. Zé Ivaldo fez um jogo de Zé Ivaldo. Tomou cartão logo no início do jogo, mas se aventurou ao ataque. Com um chute de longe, com uma cabeçada — em posição irregular — que obrigou Felipe Garcia a operar um milagre e, por fim, cabeceando uma bola na trave, chegando muito perto de balançar a rede do Ipatingão.
Zé Ivaldo é expulso e mata ímpeto do Cruzeiro
Eram decorridos 31 minutos do primeiro tempo, quando Zé Ivaldo, já amarelado, entrou por cima da bola, acertando Kaio Mendes. Num primeiro momento, o árbitro Paulo Cesar Zanovelli não se manifestou, mas minutos depois, durante o atendimento do jogador do Tombense, foi chamado pelo VAR. Após revisar o lance, não teve dúvidas e sacou o vermelho, expulsando de forma direta o zagueiro do Cruzeiro.
Com um a mais, o Tombense, que havia finalizado no gol apenas uma vez, num chute forte, de fora da área, subiu no campo e passou a atacar mais. O centroavante Igor Bahia, artilheiro do Campeonato Mineiro, com seis gols, passou a ser melhor acionado e incomodar Rafael Cabral, que passou a ter que trabalhar mais.
ZÉ IVALDO EXPULSO!
Por esse lance, Zé Ivaldo recebeu cartão vermelho e deixou o Cruzeiro com um a menos ainda no primeiro tempo. pic.twitter.com/3qCPun4TjB
— Portal Cruzeiro Notícias / Peronzito (@PZeiroNoticias) March 10, 2024
Segundo tempo de poucas emoções
Prevendo um segundo tempo diferente, o treinador Raul Cabral decidiu mudar e sacou Mikael para a entrada de Pierre. Mesmo sem um zagueiro, Nico Larcamón seguiu sem mexer no time. Aos oito minutos, o Tombense mexeu novamente, tirando Felipinho e Vitinho para colocar Jefferson e Denner.
Já a decisão de Larcamón de não mexer, logo mudou. Aos 16 minutos, o argentino chamou o volante José Cifuentes, colocando-o no time ao tirar o meia Mateus Vital, que fez partida discreta. Após pouco acontecer, a não ser uma boa defesa de Rafael Cabral, saíram Rafael Elias Papagaio e Arthur Gomes, e entraram Juan Dinenno e Neris.
Apesar das mudanças nas duas equipes, pouco se viu de futebol jogado e a partida ficou bem chata. O Tombense, entendendo o empate como bom resultado, não tinha tanto interesse em atacar, e o Cruzeiro, que chegou na semifinal com a vantagem dos dois empates, também procurava um jogo mais seguro, sem se expor tanto. Assim, poucas chances apareciam para ambas as equipes.
Marlon também é expulso
Eram decorridos 39 minutos quando, quase que do nada, para quem assistia a partida, o lateral-esquerdo Marlon acabou expulso. Na repetição foi possível ver que os dois cartões foram recebidos por reclamação, após a não concordância com uma marcação do juiz. O camisa 3 ficou muito nervoso com a situação e saiu de campo esbravejando, após muita reclamação. Ele ainda chutou uma garrafa de água, repetindo o gesto de Zé Ivaldo, que fez o mesmo com um microfone.
MARLON EXPULSO! CRUZEIRO COM 9 EM CAMPO!
Após sequência de reclamações, Marlon toma dois amarelos e é expulso. pic.twitter.com/PEA1rFtLh5
— Portal Cruzeiro Notícias / Peronzito (@PZeiroNoticias) March 11, 2024
As expulsões fizeram com que os dois treinadores mexessem em suas equipes. Raul Cabral tirou o volante Kaio Mendes e colocou o meia Gabriel Lima. Já Larcamón fechou o Cruzeiro, com o zagueiro Lucas Villalba e o volante Felipe Machado nas vagas de Lucas Silva e Matheus Pereira.
De futebol, pouco para se destacar. O Cruzeiro conseguiu chegar apenas numa jogada de Cifuentes, que Dinenno fez o corta luz, achando Filipe Machado, que bateu prensado na zaga. Já o Tombense, num chute de fora da área de Denner, obrigou Rafael Cabral a trabalhar aos 50 do segundo tempo. Mesmo com nove jogadores em campo, o time celeste se segurou e, após o 0 a 0, chega com vantagem para o jogo de volta, da próxima semana.



