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ESPECIAL ESTADUAIS: Nomes pitorescos, safra 2012

Nem só de nomes famosos ou equipes que trazem suas cidades no nome vivem os Estaduais. Competições abrangentes assim dão espaço para que clubes batizados de maneira menos “ortodoxa” também tenham espaço e consigam disputar competições profissionais e tenham a chance de crescer. E não falta criatividade aos fundadores dos clubes brasileiros na hora de escolherem os nomes de seus times.

Do Norte ao Sul do país é fácil encontrar nomes esquisitos. Do Holanda, representante amazonense, ao gaúcho Milan de Júlio de Castilhos, encontramos histórias sensacionais, como a do Bolamense, do Distrito Federal, ou do Boca Junior (sem o “s” mesmo), de Sergipe. Aqui, na Trivela, listamos 10. Confira:

Ação-MT
Fundado no fim de 2007, o Ação chegou divulgando planos ambiciosos para revolucionar o futebol mato-grossense e colocá-lo em evidência nacionalmente. No entanto, a coisa não deu muito certo e o clube parecia fadado ao fechamento quando, em 2011, o Cuiabá o comprou e cedeu todo o seu elenco sub-20 para que a equipe disputasse a segunda divisão matogrossense. O Ação, porém, foi eliminado nas semifinais da competição.

Andirá-AC
Fundado em 1964 por uma tradicional família acriana, o Andirá tem seu nome originado na palavra Andyra, que em Tupi significa “morcego”. O animal é também o mascote do clube, que já foi vice-campeão estadual em 2007 e está de volta à elite nesse ano, após conquistar a segunda divisão em 2011.

Arsenal-CE
Um da turma dos “genéricos”. O Arsenal cearense foi fundado em 2006, profissionalizou-se em 2007, disputou a terceira divisão em suas primeiras temporadas e foi promovido em 2009 com a quarta colocação. Desde então, disputa a Segundona, na qual consegue se manter a muito custo. A equipe, sediada no município de Caridade, tem como mascote um xerife, e justifica a escolha: “Impõe respeito defensivo e enche as redes adversárias com seu arsenal de gols”.

Boca Junior-SE
A versão “genérica” do time argentino nasceu em Cristinápolis, sul de Sergipe, mas mudou-se para Estância, cidade maior e mais próxima a Aracaju, em 2011. Rival do River Plate, de Carmópolis, o Boca Junior frequenta normalmente a segunda divisão do Campeonato Sergipano e disputou apenas três vezes na elite estadual. O melhor resultado foi o quinto lugar em 2005, e o maior ídolo da equipe é o atacante Rivanilton, artilheiro da Segundona sergipana em 2004, um dos dois títulos da história do clube.

Bolamense-DF
Bolamense não é um nome de time comum, mas está longe de ser tão pitoresco quanto o antigo nome da equipe: Associação Esportiva Armagedon Metropolitana Renovo. Fundado em 1999 e comprado pelo pastor guineense António Pereira em 2003, o clube sempre vagou pelas divisões inferiores do Campeonato Brasiliense, e no ano passado ficou na 12ª colocação. O pastor quis dar um caráter afro-brasileiro ao clube. Por isso, saiu Armagedon Metropolitana para a chegada da Sociedade Esportiva e Empresarial Afrobrasileira Bolamense Futebol Clube. Ah, sim, Bolamense é de Bolama, cidade da Guiné-Bissau onde Pereira nasceu.

Chapadão-MS
O nome “Chapadão” já gera piadas prontas por si só, mesmo quando levamos em conta de que o time representa Chapadão do Sul. Fundado em 1981 – a cidade foi emancipada em 1987 -, o clube simboliza a colônia gaúcha que vive na cidade, e isso se reflete no uniforme, que traz o azul do Grêmio, o vermelho do Internacional, e o branco, que exerce o secular papel de cor conciliadora entre as duas partes. Já foi campeão estadual em 1995 e 2003.

Gavião Kyikatejê-PA
Primeiro time indígena profissional do Brasil, o Gavião Kyikatejê foi fundado em 2008 e é sediado em Marabá, interior do Pará. O elenco é formado apenas por jogadores da aldeia que dá nome ao time, e a melhor colocação nesses anos foi o terceiro lugar no Campeonato Paraense da segunda divisão.

Holanda-AM
Com origem no Curumim, clube amador de Manaus, o Holanda foi fundado em 2007 e se estabeleceu em Rio Preto da Eva, na região metropolitana da capital amazonense. A equipe chegou até a fazer sucesso. Foi campeão estadual em 2008, disputou a Copa do Brasil no ano seguinte e, pelo nome, ganhou notoriedade nacional. Ainda em 2009, porém, foi rebaixado no Campeonato Amazonense e agora busca a reestruturação na segunda divisão.

Milan (Júlio de Castilhos)-RS
Resultado da fusão entre o Castilhense e o Cometa, dois clubes de Júlio de Castilhos, o Milan nasceu em 1989 e se profissionalizou em 1994. Disputou a segunda divisão o Campeonato Gaúcho nos dois anos seguinte, mas parou as atividades profissionais e só as retomou em 2008. Atualmente, disputa a terceira divisão do Gauchão, mas sofreu um duro golpe: o técnico Valduíno Alves, que estava no cargo desde 1994, aceitou uma proposta para ser auxiliar do Inter de Santa Maria e deixou o clube.

Urso-MS
Fundado em 1997, o Urso – sigla para União Recreativo Social Olímpico – representa a cidade de Mundo Novo no Campeonato Sul Mato-Grossense desde 2000, quando se profissionalizou (ficou de fora apenas entre 2006 e 2008, afastado por dificuldades financeiras). No inchado campeonato do estado, a melhor participação da equipe foi em 2005, quando ficou com a quarta colocação e quase conseguiu vaga na Copa do Brasil.

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Equipe Trivela

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