Brasil

‘Erro está no nosso rendimento’: Mano foge de pergunta sobre possibilidade de queda do Corinthians no Paulista

Diferente das entrevistas anteriores, Mano Menezes evita falar sobre promessas feitas pela diretoria

O Corinthians continua sem conseguir encerrar a maré de péssimos resultados que vive desde o início do Campeonato Paulista. A derrota para o Novorizontino por 3 a 1 dentro de casa foi a quarta seguida do time, que só conseguiu um resultado positivo na estreia da competição, diante do Guarani, e ainda assim com dificuldades.

A quantidade de reveses seguidos complica cada vez mais a situação do alvinegro, lanterna do Grupo C com apenas 3 pontos somados e um saldo negativo de -4 gols. Restando apenas sete jogos no campeonato, e com um clássico pela frente diante do Santos, na quarta-feira (07), às 19h30, na Vila Belmiro, o Timão precisa encontrar uma forma de renascer na disputa não somente para conseguir se classificar, mas para evitar um rebaixamento no estadual.

Perguntado sobre a possibilidade de uma eventual queda, Mano Menezes se esquivou, trazendo para o elenco a responsabilidade da sequência negativa.

— O Corinthians tem que melhorar seu rendimento, o problema não está no lado. É nosso rendimento. É o que temos que mudar – disse o treinador corintiano.

Desempenho do Corinthians e pressão da torcida

Assim que o juiz apitou o término da partida, a torcida corintiana se manifestou na Neo Química Arena. Os gritos e reclamações eram direcionados para todo o elenco, mas especialmente, o treinador alvinegro. Para Mano, é hora de assumir os erros e continuar trabalhando – até onde for possível.

— Não tem de achar que o problema são só os outros, temos que assumir nossa parte para melhorar. Entendo a pressão, o torcedor, tudo que ele está sentido, nós estamos sentindo também. Mas o caminho é o trabalho, é árduo. Vamos trabalhar até quando acharem que sou eu que tenho que conduzir o processo – disse. 

– O futebol é como é. Não podemos criar uma ilusão. Quando aceitei a continuidade do trabalho, decidiu-se por uma reformulação e eu aceitei conduzi-la. Se está andando da maneira como a gente quer, ou não, já abordamos bastante e penso que não é desculpa para perder da forma como perdemos – completou.

Promessas da nova diretoria corintiana

Mano Menezes vem deixando nas entrelinhas das entrevistas que concede que a dificuldade na chegada de reforços dentro do elenco do Corinthians é um dos seus principais problemas, além da expectativa criada pelo novo presidente Augusto Melo durante os meses que antecederam o início da temporada. Neste domingo, porém, a postura do técnico foi outra.

– Não cabe a mim fazer análise das outras pessoas, cada um tem sua parte no processo, as intenções são as melhores possíveis, mas o futebol é muito duro e não é justo. Ele é como ele é. Estou aqui para sustentar o processo. Nem me lembro de perder quatro jogos seguidos na carreira, mas é assim, aconteceu agora. Futebol é assim, temos que trabalhar, é o único caminho.

Parte psicológica do Corinthians 

Um ponto que chamou atenção durante a partida e que já tinha acontecido em outras oportunidades é o abatimento geral do elenco, que após sofrer um gol demora muito para conseguir uma reação. Para Mano Menezes essa dificuldade mental diante a pressão é um reflexo do que o time apresenta dentro do campo

– A parte psicológica é inerente do nosso comportamento, se nós estamos fazendo coisas melhores, estamos mais confiantes, se estamos fazendo coisas piores, perdemos confiança. O futebol conta com o futebol externo também, quando esse ambiente está vendo que estamos bem, ele empurra e ajuda mais, quando ele vê que estamos mal, vem a cobrança. O caminho para recuperar a confiança é fazer as coisas bem feitas, coisas melhores, temos que melhorar bastante enquanto equipe.

Clássico contra o Santos na Vila

Agora o Corinthians tem mais dois dias pela frente para tentar juntar os cacos da derrota diante da sua torcida, e ir até a Vila Belmiro enfrentar o Santos, no segundo clássico de 2024. O treinador revelou que a recuperação pode ser um pouco mais lenta por conta das circunstâncias da partida diante do Novorizontino.

– O jogo foi bem difícil nesse aspecto (calor). Um jogo das 11h é sempre mais difícil, mas não tem o que ficar olhando para trás, temos que preparar a equipe, pensar no adversário. Vai ser um bom clássico.

Foto de Jade Gimenez

Jade Gimenez

Jornalista, fascinada por esporte desde a infância, paixão que se tornou profissão. Além do futebol me mantenho por dentro de outras modalidades desde Fórmula 1 até NFL. Trabalhei como repórter em TV e rádio cobrindo partidas de futebol, futsal e basquete.
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