O Grêmio está feliz e satisfeito com a ponte entre sua base e o profissional
Em entrevista exclusiva à Trivela, coordenador da base do Grêmio destaca integração com o profissional em 2023: “link direto”

2023 foi um ano positivo para o Grêmio em vários aspectos. Entre eles, no aproveitamento de jogadores das categorias de base no elenco profissional, algo em que o Tricolor Gaúcho vem se destacando já há algum tempo. Se não foram titulares absolutos, nomes como Gustavo Martins, Cuiabano, Ronald e Nathan Fernandes tiveram contribuições importantes no primeiro ano efetivamente como profissionais.
Em entrevista exclusiva à Trivela, Francesco Barletta, coordenador das categorias de base do Grêmio, exalta a forma como se deu a integração com o time principal nesta temporada. E lembra que isso ocorreu em ano de mudanças, com o início da gestão do presidente Alberto Guerra e a extinção do time de transição, que era sub-23 e, no final, sub-21. Com isso, a última categoria antes do profissional voltou a ser a sub-20.
— A gente teve, no início do ano, algumas mudanças importantes a nível de estruturação do trabalho, que necessitaram adaptação. A principal delas foi a questão do término da transição, do sub-23. Com isso, a gente recebeu atletas que estavam na transição, com idade de base no ano passado, e os atletas que vinham subindo do juvenil acabaram, no início, perdendo um pouco de espaço. Mas com o tempo, com os ajustes do trabalho, foi se aprimorando a ideia — conta.
Jogadores alternaram entre profissional e sub-20 para treinos e jogos
Esse aprimoramento envolveu descida e subida de jogadores da base para o profissional, visando aos treinamentos e jogos. Por exemplo, para a disputa do Campeonato Gaúcho, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil Sub-20. Mas, principalmente, para a Copa FGF — Troféu Rei Pelé, competição profissional em que o Grêmio foi semifinalista.
— A gente teve um link direto, dentro daquela ideia de cada vez mais cedo colocarmos atletas no profissional. Fizemos a Copa da Federação Gaúcha em conjunto com o profissional. Ganhamos alguns títulos, um Gaúcho Sub-20, que fazia muito tempo que a gente não ganhava, mas eu acho que o principal, que nos deixa feliz, é essa possibilidade de estreitar relações com o profissional. De poder ser um suporte para eles, de os atletas terem descido para jogar, como o Ronald e o Cuiabano, que foram úteis dentro do trabalho. Da ascensão do Mila, da ascensão do Nathan Fernandes. Para nós isso foi muito produtivo e acho que é o grande destaque da temporada — comemora Barletta.
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Grupo de trabalho facilitou integração entre profissional e base no Grêmio
O coordenador da base gremista enfatiza que dirigentes da base e do profissional tiveram relação muito próxima, inclusive com reuniões periódicas. Barletta entende que isso foi fundamental para o sucesso do trabalho.
— Sempre teve uma integração muito boa entre os pares, tanto eu quanto o Luís Vagner [executivo de futebol do profissional]. A gente manteve reuniões semanais em um primeiro momento, depois quinzenais quando as coisas se ajustaram. Um contato muito direto. Também tem a relação do Marcelo Rudolph [supervisor de futebol] com o Círio Quadros [coordenador técnico da base], em conjunto com o Victor Hugo Signorelli [observador técnico] e o Marcelo Salles [auxiliar técnico]. Foi um grupo de trabalho que foi muito unido para ajudar em uma ideia.
Renato Portaluppi teve olhar cuidadoso com jogadores da base do Grêmio
Claro que Renato Portaluppi também teve papel fundamental nesse processo. Cuidadoso com os jovens, e preocupado em lapidá-los, o treinador do Grêmio possibilitou que vários atletas das categorias de base treinassem com o profissional nesta temporada, o que é destacado por Barletta.
— O Renato utiliza muitos meninos para treino e para jogos. Isso ajudou muito e criou um ambiente muito bom. A partir do segundo semestre, nós começamos a contabilizar, e o jogador que menos fez treinamentos no profissional, de junho até dezembro, até o final Brasileiro, foi 15 vezes. É um número muito grande. No início, a gente mandava os atletas. Depois, eles começaram a pedir os atletas que interessavam para os trabalhos. Passa muito pelo Renato. O treinador do profissional é fundamental para o processo, porque ele que coloca o jogador no campo. Tentamos sempre valorizar isso e tornar essa transição cada vez mais fácil — comenta.



