Brasil

Emily Lima perde começo perfeito em derrota compreensível para a Alemanha

Claro que o Brasil poderia vencer, futebol tem dessas, mas as condições eram extremamente desfavoráveis. Emily Lima tinha desfalques importantes e numerosos para enfrentar a campeã olímpica Alemanha, na casa da adversária, em Sandhausen, entre Frankfurt e Stuttgart, e ainda conseguiu empatar, no começo do segundo tempo, mas eventualmente sucumbiu e perdeu por 3 a 1, a primeira derrota da treinadora à frente da seleção brasileira feminina.

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O amistoso de preparação para a Eurocopa da Holanda, que começa em 16 de julho, não foi disputado em uma data Fifa, o que significa que o Brasil não teve à disposição atletas dos Estados Unidos, como Marta, Mônica e Andressinha. Nem Rafaelle, que joga na China. Cristiane, do Paris Saint-Germain, disputou a final da Champions League, no mês passado, e pediu dispensa por cansaço.

A Alemanha, por outro lado, está com time completo aquecendo os motores para competição europeia, um ano depois de conquistar a medalha de ouro olímpica no Rio de Janeiro. E, embora tenha havido uma mudança na comissão técnica, quem assumiu o lugar de Silvia Neid foi sua auxiliar Steffi Jones. Continuidade de trabalho. Lima está começando o seu do zero.

E vinha mandando muito bem. Havia colecionado sete vitórias em sete partidas, contra Islândia, Costa Rica, Rússia, Itália (duas vezes), Bolívia e Espanha, a mais bem colocada dessa turma no ranking da Fifa – 13º lugar. Mas, com desfalques, nada pode fazer contra a poderosa Alemanha, embora suas jogadoras tenham apresentado bastante espírito de luta.

Antes dos 30 minutos, quando as alemãs abriram o placar, a goleira Bárbara já havia realizado duas boas defesas, em tentativas de Dallman e Kayikci. Dallman, pouco depois, pegou rebote de chute no travessão de Huth para fazer 1 a 0. O Brasil empatou aproveitando uma bobeada da goleira Schult, que recebeu um recuo na fogueira. Ludmilla desarmou a goleira e empatou, aos 4 minutos da segunda etapa. Ludmilla quase virou, com uma cabeçada, mas, logo na sequência, a Alemanha voltou à frente, com Kayicki esticando-se toda para completar o passe de Mittag. Maier fechou o caixão com uma bomba de fora da área.

“Viemos para a Alemanha enfrentar a campeã olímpica, segunda colocada no ranking da Fifa, com um grupo novo, e as meninas conseguiram cumprir o que eu e a comissão tínhamos determinado. Claro que precisamos melhorar, mas foi um teste muito importante para as jogadoras que estão chegando à Seleção”, afirmou Emily Lima, depois da partida. “Foi muito bom ver uma equipe nova dentro de campo, que se doou do primeiro minuto até o fim. Foi uma partida muito importante para o futuro da Seleção Brasileira. Aqui temos a média de idade de 23 anos. São meninas que estão começando e já tendo a experiência de enfrentar a Alemanha. Isso é muito importante”.

Toda derrota é doída, mas nada para se preocupar aqui. Basta a Emily identificar o que deu errado, mesmo considerando os desfalques, e buscar as correções para o próximo desafio da seleção brasileira: entre 27 de julho e 3 de agosto, disputa o Torneio das Nações, nos Estados Unidos, e encara as donas da casa logo na segunda rodada, em  30 de julho.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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