Em clássico, até a torcida paga o bicho

Um brigando contra o rebaixamento, outro lutando pelo tão sonhado acesso. Tudo isso estará em campo sábado, às 16h20, no estádio Brinco de Ouro, onde Guarani e Ponte Preta escrevem outro capítulo de uma das maiores rivalidades do Brasil.
A rixa é tamanha que o site Bugre Mídia (www.bugremidia.com.br), especializado em notícias sobre o Guarani, teve uma ideia inusitada. Iniciaram uma campanha na última sexta-feira para arrecadar dinheiro, que servirá de premiação aos jogadores do Guarani em caso de vitória sobre a Macaca.
A quantia mínima para doação é de R$ 20,00 e o grupo objetiva arrecadar R$ 10 mil. O Guarani passa por uma grave crise financeira, com três meses de salários atrasado.
O elenco do Guarani recebeu bem a ideia e, se vencer, o derbi doará a quantia para os funcionários do clube e para jogadores que passam por uma situação mais delicada.
Na semana passada, a ONG Garra Guarani, ao lado da diretoria de uma torcida organizada, homenageou os jogadores. Foram confeccionadas três placas, personalizadas com os logos do Garra e da organizada. Uma para Giba, outra para o preparador físico Walter Grassmann e outra para o time, entregue ao capitão Ailson.
Mesmo em situação delicada fora de campo, o Bugre realiza uma das melhores campanhas do segundo turno, que livra, por ora, o time do rebaixamento. Antes do segundo turno começar, a degola do Guarani era dada como certa.
No returno, graças ao técnico Giba e aos atletas, o time conseguiu vencer favoritos ao acesso, como Americana e Náutico, e times que estavam em ascensão como o Bragantino. Sábado, o objetivo é atrapalhar a vida da Ponte Preta.
Paz
Mais uma vez, jogadores e comissão técnica dos dois clubes pedem paz aos torcedores. E todo derbi é a mesma história: a polícia militar de Campinas convoca coletiva, mostra como irá trabalhar no classico e evitar brigas. Mas no dia do jogo, tudo acontece ao contrário.
No primeiro turno, no dia 16 de julho – vitória da Ponte por 2 a 0 – aconteceram alguns confrontos fora de campo. Na parte de fundos do Majestoso, onde estavam menos de três mil bugrinos, banheiros foram depredados, várias catracas eletrônicas danificadas e um incêndio foi gerado em cima dos papéis picados usado para saldar o time. Por causa disso, cada clube pegou 10 jogos de suspensão, além de multa de R$ 50 mil para a Ponte e de R$ 100 mil para o Guarani.
Detalhe: a polícia não prendeu ninguém.



