É fundamental ouvir a mensagem das jornalistas: #DeixaElaTrabalhar

Dois casos claros de assédio e desrespeito a jornalistas mulheres geraram repercussão no Brasil durante os últimos dias. No Beira-Rio, um indivíduo agrediu e chamou de “puta” a repórter Renata Medeiros, da Rádio Gaúcha. Já nos arredores de São Januário, pouco antes, outro indivíduo tentou beijar a repórter Bruna Dealtry durante uma entrada do canal Esporte Interativo. E, infelizmente, não estamos falando de casos isolados. Pelo contrário, os ataques às profissionais têm sido registrados de maneira cada vez mais frequente – em sinal no qual os estádios de futebol são um microcosmo dentro de uma realidade mais ampla.
Importantíssimo diante das agressões, as jornalistas não se calaram. Neste final de semana, lançaram o movimento #DeixaElaTrabalhar, reunindo cerca de 50 profissionais de diferentes cantos do país e diferentes veículos de comunicação. Elas denunciam publicamente o que sofrem e conscientizam sobre a questão. Ao ouvir a mensagem claríssima, é necessário no mínimo refletir e pensar sobre os seus desdobramentos. Interessante notar como diversos clubes e jogadores profissionais ajudaram a dar visibilidade ao assunto, assim como diversos canais de imprensa. O direito de exercer a profissão anda cerceado por uma intolerância ignóbil e sexista.



