BrasilBrasileirão Série A

Difícil achar um jogo mais insano no Brasileirão 2015 do que este Atlético-PR 3×3 Palmeiras

Cinco gols, duas viradas, empate no último minuto, duas expulsões, provocação, gols perdidos, (e, como de praxe neste Brasileirão) polêmicas com a arbitragem. Isso tudo, apenas no segundo tempo. A Arena da Baixada viveu nesta quarta uma das partidas mais eletrizantes do Campeonato Brasileiro. O empate por 3 a 3 não satisfez a Atlético Paranaense ou a Palmeiras, estacionados no meio da tabela e cada qual com suas queixas. Entretanto, o torcedor que não era rubro-negro ou alviverde certamente se divertiu com o que aconteceu em Curitiba. Dos tentos ao extracampo, alta voltagem nos momentos decisivos da Série A.

A gangorra que se deu no placar já seria motivo suficiente para uma partida insana. Durante o primeiro tempo, nada de tão anormal assim, com o gol relâmpago de Marcos Guilherme. No entanto, a loucura tomou conta do campo na volta do intervalo. Robinho e Jackson viraram para o Palmeiras antes dos 28 minutos, mas Ewandro saiu do banco para balançar as redes duas vezes e recolocar o Furacão na frente aos 41. Isso até Alecsandro decretar o empate final, já aos 49 minutos da etapa complementar.

Só que as emoções e as confusões do jogo não pararam nisso. Os dois times tiveram várias chances perdidas que poderiam ter garantido a vitória. Ambos também não se contentaram com a arbitragem, entre acusações contra um toque no braço de Gabriel Jesus e a cobrança de falta rápida que permitiu o segundo tento de Ewandro. E, já nos acréscimos, Jackson e Robinho receberam o cartão vermelho. Enquanto o zagueiro foi expulso por suposta agressão em Ricardo Silva, o meio-campista protagonizou um lance bastante peculiar, ao comemorar o terceiro gol “dedicando” ao árbitro. O desfecho inesperado de um épico.

Impossível qualquer lista dos 10 melhores jogos do Brasileirão 2015 não incluir as reviravoltas na Arena da Baixada nesta quarta:

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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