Dica de livro: “Histórias que a bola esqueceu – A incrível trajetória do E.C. Metropol e de sua torcida”
Livro do jornalista Zé Dassilva reconta a saga do Metropol, força dominante de Santa Catarina nos anos 1960
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O futebol brasileiro é riquíssimo em histórias. Algumas delas consagradas, outras mais restritas. Descobrir essas pérolas é algo essencial, algo que faz o livro “Histórias que a bola esqueceu – A incrível trajetória do E.C. Metropol e de sua torcida”, cuja terceira edição foi lançada recentemente. A publicação do jornalista Zé Dassilva, com selo da Carbo Editora, reconstrói a trajetória do Metropol de Criciúma, que dominou o Campeonato Catarinense durante a década de 1960 e construiu uma reputação nacional. Isso em meio a um contexto particular, no qual o clube era intrinsecamente ligado ao cotidiano da cidade e às atividades das minas de carvão.
O Metropol surgiu ligado ao próprio setor carbonífero, com seus jogadores também trabalhando em minas. A partir da década de 1960, após se tornar profissional, o elenco passou a mesclar o talento local com jogadores contratados, e o alto investimento permitiu um salto excepcional aos catarinenses. O time levaria cinco títulos estaduais, incluindo um tricampeonato consecutivo, além de bater cartão na Taça Brasil. Chegaria mesmo a fazer uma excursão pela Europa, em 1962. Porém, a equipe deixaria o profissionalismo em 1969. Ficaria a história, recontada por Zé Dassilva, em livro enriquecido ainda pelos prefácios assinados por Ruy Castro e Juca Kfouri.
Abaixo, a sinopse de “Histórias que a bola esqueceu – A incrível trajetória do E.C. Metropol e de sua torcida”. O livro pode ser adquirido através do site da Editora Carbo, por este link.
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A história de um time amador que, reforçado para abafar uma greve de mineiros de carvão, acabou se tornando uma lenda do futebol brasileiro. O livro Histórias que a bola esqueceu – a incrível trajetória do E. C. Metropol e de sua torcida (Carbo Editora), do chargista e roteirista Zé Dassilva, resgata a saga deste clube que surgiu na década de 1960, em Criciúma, no sul de Santa Catarina, na época uma cidade de apenas 60 mil habitantes, e vai até a Europa, em uma das maiores excursões de um time brasileiro pelo exterior. A obra chega à sua terceira edição, ampliada e revisada, com prefácios de Ruy Castro e Juca Kfouri.
“O Metropol gerou uma paixão coletiva que ficou acima dos conflitos trabalhistas, mudando a vida da cidade e contagiando outras torcidas de Santa Catarina”, considera Zé Dassilva. Em pouco menos de 10 anos, o clube alviverde foi cinco vezes campeão catarinense, venceu a Chave Sul da Taça Brasil por duas vezes, revelou jogadores para grandes times, jogou contra o Santos de Pelé e venceu o Grêmio na Copa do Brasil. Mais do que vitórias em campo, o time dos mineiros inaugurou uma era de profissionalismo no futebol, com práticas que ainda demorariam a ser adotadas por outros clubes do país.
Histórias que a bola esqueceu – a incrível trajetória do E. C. Metropol e de sua torcida tem um rico acervo de fotos e depoimentos da época gloriosa do Metropol, além da relação completa de ex-atletas, dirigentes e partidas disputadas. “Zé Dassilva investigou a saga do Metropol como se deve fazer: ouviu os protagonistas e coadjuvantes da história, alinhou as informações numa narrativa ágil e colorida e produziu um livro vivo, que respira com facilidade fora do contexto do futebol”, afirma o escritor Ruy Castro no prefácio.
Sobre o autor
Natural de Criciúma, Zé Dassilva é autor, roteirista e chargista do Diário Catarinense desde 1998. Graduado em Jornalismo pela UFSC, com pós-graduação em cinema-documentário pela FGV/RJ. No SporTV produziu charges animadas e codirigiu o documentário “As Donas da Bola” (2006). Lançou, em 2010, o “Almanaque do Futebol Catarinense”, escrito com Emerson Gasperin. Em 2014, produziu a obra bilíngue “The Yellow Book” (Toriba Editora), livro oficial dos 100 anos da Seleção Brasileira. Em 2021, recebeu o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Direitos Humanos e Anistia na categoria Arte, com charge publicada no Diário Catarinense. Mora no Rio de Janeiro desde 2000, mas torce pelo Criciúma Esporte Clube.