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Brasil não perde quando Neymar marca desde agosto de 2011

Neymar fez uma partida fora de série contra o México. Não só pelo golaço que abriu o placar ou pela jogada genial que possibilitou o tento de Jô. O atacante foi bem mais do que isso, arriscando jogadas em direção ao gol, criando oportunidades para os companheiros e participando da construção de jogo da Seleção. Melhor em campo, recupera o protagonismo que começara a perder com as atuações abaixo da média nos últimos meses.

Antes do início da Copa das Confederações, Neymar acumulava jejum de gols de cinco partidas com a seleção principal – havia marcado contra Chile e Bolívia, mas em amistoso apenas com atletas do futebol brasileiro. Seu último tento havia sido no empate contra a Colômbia, ainda com Mano Menezes, em partida na qual ficou mais lembrado pelo pênalti que isolou.

E a grande beneficiária da efetividade de Neymar é a seleção brasileira. O time tem 85% de aproveitamento nas partidas em que o atacante balança as redes, com 13 vitórias, 2 empates e uma derrota – os 3 a 2 para a Alemanha em agosto de 2011. Somando 36 jogos pela equipe nacional, o jogador do Barcelona anotou 22 gols, seis a mais do que Romário com a mesma marca e dois a menos que Ronaldo.

No fim das contas, a mudança da postura de Neymar é representada também pelos números. O camisa 10 foi o jogador que mais se fez presente nas conclusões do Brasil. Foram quatro chutes e dois passes para os companheiros, 46% das jogadas ofensivas da equipe. Em nenhuma das outras seis partidas com a seleção principal em 2013 o atacante tinha sido tão participativo. O Brasil agradece.

Os números de Neymar contra o México:

Gols: 1
Finalizações: 4*
Finalizações no gol: 2*
Assistência: 1
Passes para finalização: 2
Passes: 31
Aproveitamento nos passes: 87%
Cruzamentos: 6*
Bolas recebidas: 64
Dribles: 6
Faltas sofridas: 6
Desarmes sofridos: 6

* Melhor da Seleção

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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