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O que diz a regra do futebol sobre a expulsão inusitada na Supercopa Rei?

Carrascal, do Flamengo, levou cartão vermelho no intervalo por causa de lance que aconteceu no primeiro tempo

O lance que mais chamou a atenção na final da Supercopa Rei, entre Flamengo e Corinthians, neste domingo (1), não foram nenhum dos dois gols que deram o título aos paulistas, mas sim uma decisão da arbitragem em um momento não convencional.

Quando os times voltaram ao campo do Mané Garrincha, em Brasília, para o segundo tempo do confronto, o árbitro Rafael Klein, chamado por Rodolpho Toski Marques, responsável pelo VAR, revisou um lance que aconteceu no fim da etapa inicial e acabou expulsando Jorge Carrascal por agredir Breno Bidon com uma cotovelada.

Na internet, vários torcedores levantaram questões sobre o protocolo, se havia sido tomada a decisão correta e se ela poderia ter sido decidida desta forma.

Mas, afinal, o que a regra sobre a utilização do árbitro de vídeo diz sobre a situação?

Expulsão de Carrascal está dentro da regra

Na regra 5 da International Football Association Board (Ifab), a entidade que rege as regras do esporte, sobre árbitros, detalha que o árbitro tem autoridade em todos os momentos do jogo para aplicar sanções, desde o pré-jogo até o fim definitivo do jogo. Há também um ponto sobre ser a decisão ocorrer antes do reinício do jogo e o protocolo do VAR.

Regra 5.1 – Autoridade do árbitro

O árbitro tem autoridade para aplicar sanções disciplinares desde o momento em que entra no campo para a inspeção pré-jogo até o encerramento definitivo da partida, o que inclui o intervalo, a prorrogação e as disputas de pênaltis.

Regra 5.2 – Disposições do árbitro

Se o árbitro já tiver reiniciado o jogo ou já tiver sinalizado o fim do primeiro ou do segundo tempo (incluindo a prorrogação) e tiver saído do campo ou suspendido definitivamente o jogo, ele não poderá mudar a decisão de reiniciar o jogo mesmo que perceba que ela era incorreta, ou que receba a indicação de outro membro da equipe de arbitragem a respeito disso. No entanto, se, ao término de um dos tempos de jogo, o árbitro sair do campo para se dirigir à área de revisão do árbitro (ARA) ou ordenar aos jogadores que retornem ao campo, continuará sendo possível alterar uma decisão relativa a um incidente ocorrido antes do fim desse tempo de jogo.

À exceção do estipulado na Regra 12, item 3, e no protocolo do VAR, uma vez que o jogo é reiniciado, uma sanção disciplinar só poderá ser aplicada no caso de que outro membro da equipe de arbitragem tenha detectado uma infração e tenha tentado comunicá-la antes do reinício de jogo. Nesses casos, o reinício de jogo correspondente à sanção disciplinar em questão não se aplica.

Em contato com a Trivela, a ex-bandeirinha Renata Ruel, comentarista dos canais “ESPN”, afirmou que a decisão de Klein “apesar de não ter sido o ideal, não é incorreto”. Flamenguistas e torcedores rivais do Corinthians reclamaram sobre o impacto técnico, pois Filipe Luís fez toda preparação pensando que iria atuar com 11 jogadores. A regra, porém, não trata de aspectos técnicos.

O árbitro Rafael Klein
O árbitro Rafael Klein (Foto: Imago)
Foto de Matheus Rocha

Matheus RochaSubcoordenador de conteúdo

Matheus Rocha é natural de Uberlândia, onde se formou em Jornalismo na Unitri em 2014. Começou a carreira no jornalismo na Trivela antes de passar por ExtraTime e Yahoo, participando da cobertura de três Copas do Mundo e cinco Olimpíadas.
Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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