Como Fabinho Soldado foi de prestigiado a pressionado no Corinthians em menos de um mês
Saídas de Léo Maná, Diego Palacios e Kauê Furquim foram fundamentais para que o cenário de desconfiança em relação ao executivo aumentasse
Em menos de um mês, o executivo de futebol Fabinho Soldado foi do profissional mais prestigiado ao mais pressionado no Corinthians.
Ainda que siga com moral entre as principais lideranças do elenco e boa parte dos funcionários, o dirigente é alvo de muita desconfiança nos bastidores, principalmente por parte da diretoria em exercício.
A ausência de alternativas em relação a reforços, os empréstimos de Diego Palacios e Léo Mana, e a saída do garoto Kauê Furquim foram os episódios que mais geraram incômodo internamente.
Por sua vez, Fabinho se vê “fritado” por conta de questões políticas. A Trivela apurou que o executivo está mais recluso nos últimos dias.
A demissão de Fabinho é algo discutido pela diretoria corintiana, mas ainda sem convicção.

A medida, porém, seria concretizada somente após uma eventual eleição de Osmar Stábile ao cargo efetivo de presidente do Corinthians até o fim da atual gestão. O pleito indireto, apenas no Conselho Deliberativo, acontecerá na próxima segunda-feira (25).
Antes de qualquer atitude em relação a Fabinho Soldado ser tomada, a ideia é que a alta cúpula corintiana se reúna e até mesmo tenha uma conversa séria de alinhamento com o profissional.
Atualmente, o executivo de futebol não é pessoa de confiança de Osmar Stábile no Timão. E essa desconfiança também se estende ao vice-presidente em exercício Armando Mendonça.
De toda forma, há receio sobre o impacto que um possível desligamento do executivo possa interferir esportivamente.
Stábile, por sua vez, pretende nomear um diretor de futebol estatutário caso seja eleito como presidente até o fim de 2026.
Diferenças começaram no episódio em que Memphis faltou em treino
O primeiro atrito entre Fabinho Soldado e o presidente interino Osmar Stábile aconteceu na reunião realizada após o atacante Memphis Depay atrasar a um treinamento, por causa de inadimplências do Corinthians.
Na ocasião, o atacante reclamou da comunicação entre a direção e o elenco. E isso gerou uma cobrança forte do mandatário ao executivo de futebol.
A Trivela também apurou que Stábile foi ao CT Joaquim Grava acompanhado de pessoas da sua confiança e justificou a Fabinho que a presença delas foi justamente por desconfiar de alguns profissionais que atuam no Centro de Treinamentos.
Ainda assim, não foi naquela situação que Soldado perdeu prestígio com a diretoria. Pelo contrário, o trabalho do executivo foi muito bem avaliado nos dias seguintes. Tanto que o profissional foi crucial para a manutenção de Dorival Júnior no momento de maior pressão do técnico.

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Mercado intensificou divergências entre Fabinho e diretoria, aumentando pressão ao executivo de futebol
Os atritos entre Fabinho Soldado e a diretoria corintiana, em especial o presidente Osmar Stábile, aumentaram nas duas últimas semanas.
Antes do Corinthians sofrer transfer ban, o executivo estava no mercado em busca de contratações. Porém, nomes que foram levados a ele, através da equipe de scout, desagradaram a direção corintiana.
A falta de movimentação efetiva de Fabinho no mercado incomodou muitas pessoas com influência em relação ao presidente.
A grande divergência entre as partes, porém, foi em relação aos empréstimos dos laterais Léo Maná e Diego Palacios ao Criciúma e ao Karpaty, da Ucrânia, respectivamente.
Osmar Stábile se incomodou com a ausência de contrapartida financeira no negócio, mas se viu pressionado a assinar após a situação ser costurada por Fabinho Soldado e dada até mesmo como oficial pelo clube.
Por fim, houve também insatisfação da direção corintiana em relação à postura do executivo de futebol no episódio que levou à saída da promessa Kauê Furquim ao Bahia.
Na visão da diretoria, Fabinho poderia ter trabalhado melhor para evitar que o negócio acontecesse.
Houve também a opinião interna de que o dirigente foi mal em permitir a relação de Furquim em dois jogos pela equipe profissional sem que antes tivesse renovado.



