Após período ‘encurralado’, Fabinho Soldado começa a mostrar serviço no Corinthians
Deixado de lado na novela Balotelli, executivo foi essencial para a vinda de André Ramalho, novo reforço para a zaga alvinegra
Executivo de Futebol do Corinthians, Fabinho Soldado foi fundamental para a contratação do zagueiro André Ramalho, apresentado nesta quinta-feira (18) como reforço do clube alvinegro. E o defensor não deverá ser o único atleta a ser negociado com participação direta e ativa do dirigente que tem tido dias tranquilos após semanas turbulentas.
Em meio a recentes protestos de torcedores organizados, o presidente Augusto Melo prometeu entre três e quatro reforços de impacto para a janela de transferências que abriu no último dia 10 de julho, o que aumentou a responsabilidade de Fabinho no mercado.
🆕 Sabia que André Ramalho, novo reforço do Corinthians, é um marco para o futebol da Red Bull?
— Trivela (@trivela) July 18, 2024
✍️ @FabioLazaro_ explica a históriahttps://t.co/9pfmbshsS3
Soma-se o compromisso do mandatário corintiano com a ‘novela Balotelli’, na qual Soldado sequer teve participação, o executivo teve a sua força no departamento de futebol questionada internamente. Por isso, a contratação de Ramalho foi uma resposta positiva.
– Ele (Fabinho) me conduziu a conversar com o presidente, com o Pedro Silveira (diretor financeiro). As coisas vêm melhorando. Tudo afeta dentro de campo, as coisas ao redor precisam funcionar. Isso fez parte da minha tomada de decisão (em se transferir ao Corinthians) — disse André na sua primeira entrevista coletiva como atleta corintiano.
Saída de António Oliveira foi momento chave para Fabinho Soldado
Defensor da manutenção do trabalho do português, com quem possuía boa relação, Fabinho Soldado se viu como voto vencido quando a diretoria corintiana optou por dispensar o treinador.
Esse período também foi o de maior pressão do executivo de futebol corintiano, que era cobrado por uma atuação maior no mercado, tendo visto que a janela de transferências estava prestes a abrir.
Muitos dos questionamentos a Fabinho também tinham a ver com a falta de experiência na função. Neste caso, a negociação frustrada pelo volante Walace jogou muito contra o profissional.
Primeiro, houve uma conversa animadora entre o executivo, o presidente Augusto Melo e os representantes do atleta, que deram sinal positivo para o avanço no negócio e se comprometeram a auxiliar nas negociações com a Udinese, da Itália, clube que detinha os direitos do meio-campista. No entanto, em um intervalo de 48 horas, Alexandre Mattos, diretor de futebol do Cruzeiro, que estava em viagem na Europa, conversou com a direção do time italiano e fechou a contratação do atleta para a Raposa.
Pessoas contrárias ao trabalho de Soldado como executivo de futebol do clube alvinegro avaliaram que faltou pulso do homem forte do futebol corintiano, que deveria até mesmo viajar para a Itália a fim fechar o negócio.
Essas situações, no entanto, aconteceram enquanto o bastidor político do Corinthians estava fervendo, principalmente em relação às denúncias relacionadas a intermediação do contrato da antiga patrocinadora máster do Timão, a “Vai de Bet”.
Duas semanas após depoimentos importantes à Justiça, como, por exemplo, de Alex Cassundé, apontado como intermediário do acordo entre o clube alvinegro e empresa de apostas, o ambiente ficou um pouco mais tranquilo no Parque São Jorge e CT Joaquim Grava, o que ajudou Fabinho Soldado a trabalhar.
O executivo participou da negociação com o meia Alex Santana, que estava no Athletico-PR, mas, sobretudo, teve atuação importante na aquisição de André Ramalho. O papel dele em ser transparente com o jogador no processo de negociação, fazendo com que o atleta recusasse renovar com o PSV Eindhoven ou acertasse com outro clube europeu, como o PAOK, da Grécia, foi bastante admirado nos bastidores corintianos.
Agora, há uma expectativa grande que Fabinho também encontre reforços para o setor ofensivo. Para isso, o executivo de futebol tem trabalhado próximo de três outras frentes no Corinthians:
- O técnico Ramón Díaz e a sua comissão, que tem indicado nomes avaliados por Fabinho Soldado;
- O Cifut e analistas do Corinthians, em quem Fabinho confia bastante e troca muitas informações;
- Pedro Silveira e Vinicius Cascone, diretor jurídico e secretário-geral do Corinthians, respectivamente, que apontam a viabilidade financeira para possíveis negócios avançarem.
Até mesmo o presidente Augusto Melo tem dado vazão para que os seus profissionais tenham mais liberdade de atuação nos seus respectivos setores, incluindo Fabinho Soldado no comando do futebol.
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Ausência de Fabinho Soldado nas conversas relacionadas a Balotelli
Fabinho Soldado não ficou incomodado em não ter participado das conversas que o presidente Augusto Melo teve para uma possível contratação do atacante Mario Balotelli.
Embora reconhecesse que os processos estavam invertidos, já que o nome foi indicado pelo diretor das categorias de base Claudinei Alves, o executivo entendeu que Augusto está acima na hierarquia e que ele não pode se colocar em uma posição superior.
Após semanas de conversas, nas quais Balotelli demonstrou inúmeras vezes o interesse em defender o Corinthians. A diretoria do clube alvinegro optou por não evoluir na negociação, que causou algumas divergências internas. Além disso, a situação financeira do Timão ajudou para que as tratativas com o centroavante italiano não evoluíssem.



