Substituição improvável salva Corinthians de derrota, mas mantém António Oliveira pressionado
Matheus Bidu entrou no fim do jogo e três minutos depois marcou o gol de empate do Timão com o Dourado
Muito possivelmente Matheus Bidu era o último jogador que o torcedor do Corinthians acreditaria para empatar um jogo praticamente perdido. Mas em uma substituição improvável promovida pelo técnico António Oliveira, o lateral-esquerdo fez o gol que salvou o Timão da derrota contra o Cuiabá, na Neo Química Arena, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A um fio e ainda correndo muitos riscos de demissão, o treinador corintiano não escondeu o desespero para não perder na noite desta quarta-feira (26). E isso ficou evidente ainda no primeiro tempo, quando substituiu o zagueiro Caetano e colocou o centroavante Pedro Raul com 30 minutos de jogo.
Com a mudança, o volante Raniele passou a formar a linha defensiva e o comandante do Corinthians perdeu as opções para deixar o time mais ofensivo no segundo tempo. Assim, ele passou a fazer mudanças mais protocolares na etapa final, alterando atletas da mesma posição, na tentativa apenas de dar sangue novo. Uma dessas substituições foi a entrada de Bidu no lugar de Hugo.
Mesmo assim, António Oliveira segue correndo muitos risco de demissão. São sete jogos consecutivos sem vitória pelo Brasileirão, no qual o time venceu apenas uma partida e segue na zona de rebaixamento.
Cuiabá mostra ao Corinthians que o mundo da bola é redondo e gira
No início do ano, o Corinthians tirou do Cuiabá o treinador António Oliveira e o volante Raniele, um dos principais jogadores da equipe mato-grossense na temporada passada. Mas como o mundo da bola é redondo, e gira bastante, o castigo corintiano veio a Dourado. E poderia ser pior.
Além de segurar o empate fora de casa, o Dourado pode ser o pivô da demissão daquele que era o seu técnico no começo de 2024, mas se transferiu para o adversário paulista.
Enquanto o meio-campista, que é um dos poucos vetores de qualidade do Timão no meio-campo, foi praticamente apagado do jogo quando foi colocado na zaga por António Oliveira.
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A lei do ex não falhou
E quando falha? Principalmente quando se tem na equipe titular cinco jogadores que atuaram pelo rival. É o caso do Cuiabá com: Walter, Matheus Alexandre, Marlon, Clayson e Jonathan Cafú.
E foi de Marllon o gol cuiabano, logo aos cinco minutos de jogo. Após cobrança de escanteio, a defesa corintiana parou e deu espaço para o atleta do Dourado levantar a bola, girar e bater na pequena área.
E essa não seria a única vez que o sistema defensivo do Timão brincaria de estátua. Ainda na etapa inicial, o Cuiabá chegou às redes novamente. Dessa vez em um contra-ataque puxado pelo centroavante Isidro Pitta, que serviu Clayson, que bateu cruzado e deu uma assistência para Jonathan Cafú escorar com o gol vazio. O gol, no entanto, foi anulado porque Clayson estava levemente em posição irregular no momento em que recebeu a bola de Pitta.
E quando o Timão, na base do abafa, conseguia finalizar, parava no goleiro Walter, que, principalmente no primeiro tempo, fez boas defesas. Ambas em chegadas de Wesley.
Matheus Donelli se salvou e foi fundamental para a vitória
No início do segundo tempo, o Cuiabá teve a grande chance de matar o jogo, quando, com auxílio do VAR, a arbitragem marcou um pênalti cometido por Cacá em Isidro Pitta. O contato foi bastante contestável.
O próprio Pitta foi para a cobrança, mas parou em Matheus Donelli. O goleiro corintiano caiu para a esquerda, mas defendeu com os pés a batida que foi no centro do gol.
Mais próximo do fim da partida, a prata da casa novamente evitou uma grande chance do Cuiabá, quando Lucas Fernandes recebeu ótimo passe de Derek e saiu na cara do gol, parando no arqueiro do Timão. No rebote, Fernando Sobral ainda finalizou para fora.
Nem empate no fim conteve protestos na arquibancada
O empate conquistado no final do jogo não poupou o Corinthians das críticas na arquibancada. A principal torcida organizada protestou com os seguintes cantos? “P*uta, que saudades, quando o Corinthians jogava com vontade” e “Bando de c*zão, tem que ser homem para jogar no Coringão”.
Os jogadores já haviam retornado do intervalo bastante pressionados, com os cantos de: “Ei, você aí, acabo com a sua vida se o Coringão cair” e “Vamos jogar bola”.



