Brasil

Corinthians campeão. Melhor que o Barça

O Corinthians é campeão do mundo. Derrotou, na final, o campeão europeu, com grande superioridade técnica, física, mental e também na raça. Não há o que contestar. Aos torcedores dos rivais, resta a inglória possibilidade de tentar deslustrar a conquista. Aqui em Aguaí, onde vi o jogo, já houve alguém que disse ao dentista Luiz Antonio Biro Biro Pozzer que seria diferente se o Barcelona estivesse em campo.

E quem pode dizer isso, diante da monstruosa partida do Corinthians? E quem mandou o Barça cair nas semifinais da Champions? Hoje, o choro é livre, porque o Corinthians é campeão do mundo, alcançando um novo patamar em sua história. E mostrando que não é o final da história.

Nenhum clube brasileior foi tão bem administrado nos últimos cinco anos. Nenhum time cresceu tanto. Nenhum time viu seu patrimônio crescer tanto. Nenhum time ganhou tanto dinheiro. Dinheiro significa sucesso no mundo capitalista. E o futebol faz parte dele.

A partir de hoje, cristaliza-se o que já parecia anunciado nos últimos anos. O Corinthians é o rival a ser batido. É o clube a ser admirado. Quem não perceber isso e fica de bico, tentando menosprezar o dia épico que se viveu no Japão vai ficar cada vez mais para trás.

Mesmo o Corinthians sendo um time que se baseia no coletivo, houve heróis no jogo.

Cássio – Um goleiro de altíssimo nível. Quem criticou sua convocação por Mano Menezes, precisa fazer mea culpa e defender sua chamada por Felipão. Goleiro enorme, fez uma defesa no chão e outra no alto, mostrando que é bom em cima e embaixo. Houve outras, mas essas duas foram suficientes para calar Romário, por exemplo.

Alessandro – Sua carreira caminha para o final, mas a partida contra o Chelsea serve como um cartão de visitas, como um item a mais no currículo para continuar. Foi todo coração e teve ainda algumas arrancadas.

Paulo André e Fábio Santos – Talvez não tenham sido heróis, mas serviram para desmistificar a minha opinião. Sempre tive dúvidas sobre essa dupla, principalmente pelo poder de cobertura do zagueiro. No jogo, mostraram meu erro.

Danilo – Oito anos depois ele conquista seu segundo mundial interclubes. E novamente como destaque. Capaz de ótimos toques, mas não é só isso. Sempre presente na tarefa de povoar o meio-campo, marcou, deu carrinho e fez o que se espera de alguém com menos técnica do que ele.

Guerrero – Fez 100% dos gols do Corinthians na conquista do Mundial. Centroavante forte, raçudo e capaz de alguns bons passes.

Esses jogadores entraram na história. O Sheik já estava, pela participação espetacular na conquista da Libertadores, mas na final eu o considerei abaixo do que pode, principalmente na técnica. A raça e a doação foram o de sempre. Ralf e Paulinho, muitas vezes astros do time, mas na decisão foram coadjuvantes da vitória. Chicão também, como na maior parte de suas partidas. Jorge Henrique foi tático.

Quanto ao Chelsea, mostrou ser um bom time. Todos os que o estavam desprestigiando devem se calar. Se repetirem alguma coisa agora servirá apenas como recibo, como tentativa de deslustrar a vitória do time do povo. Benitez poderia ter escalado Oscar, mas, nos 25 minutos em que esteve em campo, pouco fez. Não faria a diferença. Ninguém faria.

O Corinthians foi campeão do mundo. E não foi um campeão acidental. O título foi apenas o melhor momento de um ano espetacular. E, parece muito claro, indica o caminho de que outros títulos virão.

Trabalho bem feito, com dinheiro e apoio popular leva presisentes à reeleição. O Corinthians é o favorito a estar no Mundial em 2013. E será um grande adversário contra quem estiver do outro lado. Seja quem for.

 

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