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Conheça “Plumas, Arquibancadas e Paetês: Uma história da Coligay”, o novo livro da Dolores Editora

Obra feita a partir de uma tese de doutorado traz a história da Coligay e discute a importância da emblemática torcida organizada

A Dolores Editora está entre os principais selos de livros sobre futebol no Brasil. E o mais recente lançamento é um livro importante para a arquibancada no país: “Plumas, Arquibancadas e Paetês: Uma história da Coligay”, de Luiza Aguiar dos Anjos. A publicação surgiu a partir de uma tese de doutorado e se debruça sobre a história da Coligay, emblemática torcida organizada do Grêmio que se tornou a primeira do Brasil composta pelo público LGBT+. As quase 500 páginas trazem o passado e também as análises sobre uma torcida fundamental não apenas por seu papel no antigo Estádio Olímpico, mas também por sua representatividade pioneira ainda nos anos 1970.

“Plumas, Arquibancadas e Paetês: Uma história da Coligay” está em pré-venda no site da Dolores Editora. Para conhecer um pouco mais a obra e adquiri-la, você pode acessar este link. Vale também conhecer os outros títulos da Dolores, todos voltados ao futebol. Abaixo, a sinopse presente no site.


Este é o livro mais aguardado da (ainda) curta história da Dolores Editora. Acredite você! Plumas, Arquibancadas e Paetês: Uma história da Coligay foi comercializado em formato de livreto, em 2019, quando era apenas uma amostra (de pouquíssimas páginas) do que viria. Recebemos muitas mensagens sobre quando, enfim, poderiam ter o livro da “mais importante torcida organizada brasileira, para dizer o mínimo“.

Chegou a hora e, que timing, na comemoração do aniversário de 45 anos da torcida!

As palavras em destaque acima pertencem a uma autoridade no assunto: Arlei Damo, antropólogo da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e estudioso do futebol. O professor esteve na banca avaliadora da Tese de Doutorado, nesta mesma universidade, que agora está disponível em versão ampliada e revisada.

Não fosse ele, Luiza Aguiar dos Anjos poderia ter levado a mais robusta pesquisa já feita sobre a Coligay para outras bandas. Sorte nossa! E sorte sua, que agora poderá contar com 496 páginas de uma obra que nasce um clássico da literatura de futebol.

Na busca pela redução da distância entre pesquisa acadêmica e público, fizemos questão de elevar a outro nível o livro que (re) apresenta a primeira torcida LGBT+ a atuar nos estádios brasileiros (de que se tem notícia).

Plumas é pura pesquisa, escrito por quem não se contenta com as bibliografias mais básicas e recorrentes sobre esse agrupamento de gremistas. De quem escarafuncha todo tipo de livro, pesquisa, arquivos de jornais e revistas, sites, até museus e memoriais – de muitos anos antes da própria história, remontando à origem das torcidas, à atualidade e à (re) significação. Digna de investigação, a caça por fontes, trazendo à luz depoimentos, esclarecendo episódios e oferecendo hipóteses e, por que não, dúvidas e questionamentos.

Como você deve imaginar a essa altura, a publicação da Luiza é mesmo “um desbunde“, como classifica Silvana Vilodre Goellner, orientadora da Tese que dá origem ao livro e também da banca avaliadora. Com análises, relacionando os diversos fatos, aspas, interpretações e teorias que compuseram, compõem e fazem parte da trajetória dessa torcida, discorre sobre os aspectos não só do torcer, mas também das questões de gênero, entre outras.

Se resta alguma dúvida, fica o trecho de uma leitora especial, a jornalista Gabriela Moreira: “A Coligay ajudou a moldar nosso comportamento como torcedores de arquibancada sem que percebêssemos e, lamentavelmente, sem que discutíssemos a importância do que representaram“.

Eis a oportunidade!

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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