Com gol de Pedro, Brasil fecha preparação goleando a Tunísia e chegará à Copa cheio de confiança
O Brasil foi implacável no primeiro tempo no Parque dos Príncipes e ganhou por 5 a 1 no último amistoso antes do Catar
O Brasil chegará à Copa do Mundo cheio de confiança após ter deixado uma ótima impressão nos últimos amistosos de preparação. Se dá para questionar a qualidade de Gana e Tunísia, duas seleções que também estarão no Catar, foi indiscutível a facilidade com que atropelou ambas, com o futebol ofensivo que tantas vezes se cobrou durante as Eliminatórias Sul-Americanas. Pedro entrou no segundo tempo e deixou a sua marca na vitória por 5 a 1 sobre a seleção tunisiana nesta terça-feira no Parque dos Príncipes, em um clima que não lembrava o de um amistoso.
Tite até correu riscos. Não de perder um jogo que não vale nada, mas porque a Tunísia deu entradas duras nos jogadores brasileiros, a menos de dois meses da estreia contra a Sérvia. Dylan Bronn foi expulso no fim do primeiro tempo por um pontapé especialmente forte em Neymar, e o grande contingente de tunisianos nas arquibancadas ajudou a construir um clima quente no estádio do Paris Saint-Germain.
Dentro dos seus parâmetros, a Tunísia mostrou qualidade, mas não esteve à altura do talento do Brasil, que abriu 4 a 1 em um primeiro tempo arrasador, com brilho de Raphinha, e matou de vez a partida com gol de Pedro depois do intervalo. Se o atacante do Flamengo estava sendo testado, passou com sucesso e entregou o que Tite quer: uma boa pingou dentro da área, ele botou para dentro. O tal do “jogador terminal”.
Como havia indicado antes da partida, Tite entrou com uma escalação diferente. Fred voltou ao meio-campo, com Danilo na lateral direita e Vinícius Júnior no banco de reservas. Com a bola, Alex Telles fechava pela esquerda, e Danilo entrava pelo meio para ajudar a construir. Os passes longos funcionaram muito bem. Especialmente quando os jogadores da Tunísia davam tempo para os brasileiros pensarem.
Casemiro teve ao oportunidade de olhar para todos os lados aos 11 minutos antes de decidir pelo lançamento para Raphinha na entrada da área. O atacante do Barcelona foi muito esperto e deu uma cabeçada por cobertura, percebendo Aymen Dahmen um pouco adiantado, para abrir o placar. Curiosamente, a Tunísia chegou a empatar, após uma cobrança de falta de Anis Ben Slimane, da esquerda. Richarlison estava marcando dois, e um deles, Montassar Talbi, cabeceou firme no canto de Alisson.
Mas o Brasil estava bem confortável e não precisou de mais de dois minutos para voltar à frente. Colado na lateral direita, Raphinha encontrou ótimo passe para Richarlison matar no peito, girar e bater forte. Lucas Paquetá, após outro lançamento, de Marquinhos, limpou à perna esquerda e bateu cruzado, para boa defesa de Dahmen. Na cobrança do escanteio, Aissa Laïdounni puxou Casemiro, e Neymar converteu o pênalti.
Caindo da esquerda para o meio, Neymar acionou Paquetá, que não conseguiu o domínio. Richarlison recolheu e tocou de lado para Raphinha. Em vez de bater colocado no outro canto, preferiu um chute rasteiro na trave mais próxima e fez 4 a 1. Com a expulsão de Bronn por uma entrada bem dura e sem disputar a bola em Neymar no meio-campo, parecia que o Brasil passaria por cima da Tunísia no segundo tempo.
Tite colocou Pedro e Vinícius Júnior no intervalo, nas vagas de Richarlison e Lucas Paquetá, respectivamente, mas o Brasil tirou um pouco o pé. A Tunísia começou a se engraçar e se não chegou a ameaçar de verdade o gol de Alisson, aproximava-se com frequência dos arredores da grande área. Aos 28 minutos, porém, Vinícius tentou infiltrar a área tabelando com Antony, mas foi desarmado. A bola subiu e foi na direção do artilheiro. Pedro não perdoou, com um forte chute de primeira, para fazer 5 a 1.
A comissão técnica da seleção brasileira preferiu ver outras escolas de perto a buscar os adversários mais difíceis que estivessem disponíveis. Seu status de favorito estava consolidado pelo domínio nas Eliminatórias Sul-Americanas e pelos jogadores que tem. Tite teve a chance de fazer os últimos experimentos antes da convocação final. E agora é Copa.
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