O que pensou Rogério Ceni ao marcar um gol contra diante do Náutico
– Foi o vento.
– Não sei o que aconteceu, gente. Estava lá sossegado no bingo e, quando dei por mim, já vim parar bem aqui no meio da área.
– Por que meu ombro sarou tão rápido?
– Pois então, essa é a minha imitação de um boneco de Olinda, voltemos para o jogo agora.
– Quanto tá o placar do mensalão?
– E o Assange, hein? No lugar dele, eu também preferiria asilo político em Quito e não em Macapá.
– Posso computar esse gol nas minhas contas? Pelé, Romário e Túlio forçaram muito mais a barra do que isso.
– Será que isso pelo menos me dará um desconto na coxinha da cantina do Náutico da qual o Muricy não para de falar?
– Tá bom, João Emanuel Carneiro, já entendemos que a malvada agora é a Nina. Agora anda com essa novela.
– Isso não teria acontecido se os brasileiros tivessem o hábito de criar sósias do Luciano Huck em seus terraços, como fazem os europeus.
– Entendi o conceito de “bola vadia”.
– A propósito, “Vadia” seria um nome bem melhor para a bola da Copa do que aquelas opções imbecis que nos foram dadas.
– Ainda bem que eu não sou a Juliana, senão ouviria a Larissa gritando no meu ouvido até 2016.
– O pior é que agora ninguém vai lembrar mais do pênalti bobo que o Tolói cometeu ou do fato da minha defesa ter deixado dois jogadores soltos no lance do segundo gol do Náutico.
– Depois do famoso “gol que Pelé não fez”, acabo de lançar o “gol contra que Júnior Baiano nunca chegou a tentar”.
– Não, Ney. Fica quieto, não faz isso. Alguém segura esse cara! Porra, pegou o violão… vai compor uma canção para tentar me animar, aposto.
– Ainda falta muito para acabar o Brasileiro?
– Baita sacanagem encerrar uma carreira tão vitoriosa jogando ao lado de alguns desses caras…



