Cinco pontos sobre o polêmico empréstimo de R$ 333 mi do Botafogo para Textor
Balanço financeiro divulgado pelo Botafogo mostra empréstimo realizado junto à XP Investimentos e outras duas empresas
Na última quinta-feira (2), o Botafogo divulgou seu balanço financeiro relativo ao ano de 2023. Nele, consta que a SAF do clube alvinegro realizou um empréstimo de R$ 333 milhões junto à XP Investimentos. A operação destinou a maior parte do montante a John Textor, enquanto o restante foi para o Molenbeek, clube do empresário norte-americano na Bélgica.
Vale destacar que, além da XP, a SAF do Botafogo também efetuou empréstimo junto à Money Plus (R$ 20 milhões) e Daycoval (uma de R$ 10,1 milhões e outra de R$ 6,8 milhões). Somando todas as operações, o Glorioso pegou R$ 369,9 milhões em empréstimos no ano passado. Abaixo, confira cinco pontos que ajudam a entender a polêmica movimentação do clube carioca.
Como a informação do empréstimo veio a público?
Como citado, a informação foi obtida através do balanço financeiro do Botafogo. No documento, constam todas as movimentações do clube em 2023, incluindo o empréstimo junto à XP Investimentos, destinado a John Textor e seu clube na Bélgica, o Molenbeek, que já teve Cláudio Caçapa como técnico.
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De quem a SAF do Botafogo pegou dinheiro emprestado?
A principal credora da SAF do Botafogo nesta história foi a XP Investimentos. A corretora de valores brasileira emprestou R$ 333 milhões ao time carioca. O balanço financeiro do clube garante que John Textor, acionista majoritário do Glorioso, honrará os valores e os riscos não recairão sobre a Sociedade Anônima.
Além da XP Investimentos, a empresa Money Plus também emprestou dinheiro ao Botafogo, um total de R$ 20 milhões. O Daycoval, por sua vez, realizou duas movimentações, transferindo cerca de R$ 16 milhões aos cofres do Alvinegro carioca. Desse modo, o clube de General Severiano embolsou conseguiu a bagatela de R$ 370 milhões.
Para onde foi o dinheiro?
Dos R$ 370 milhões embolsados via empréstimo, o Botafogo destinou a maior parte para John Textor. O empresário norte-americano recebeu R$ 295,7 milhões, enquanto o Molenbeek ficou com R$ 43,9 milhões, e a Eagle Football Holding (empresa controlada por Textor) R$ 29,8 milhões.
“Estes valores circulares entre empresas do grupo (Eagle) serão devolvidos à caixa da SAF Botafogo para a liquidação da operação financeira”, diz trecho do balanço financeiro do time alvinegro.
Qual o posicionamento do Botafogo sobre o tema?
Em seu balanço financeiro, o Botafogo realizou os empréstimos citados “com o objetivo de fornecer suporte ao capital de giro da empresa, garantindo, assim, sua capacidade de operar de forma eficaz e cumprir suas obrigações financeiras”.
“Durante o exercício, houve operações envolvendo empresas do grupo, especialmente uma transação financeira entre a SAF Botafogo e a XP Investimentos, com a Cessão Fiduciária dos Direitos Creditórios ao Sr. John Textor. Importante destacar que essa operação apresenta os riscos compartilhados entre a SAF Botafogo e o Sr. John Textor, pois os valores envolvidos serão assumidos pelo acionista majoritário. Esses valores foram movimentados entre empresas do grupo e serão devolvidos à SAF Botafogo para liquidar a transação com a XP Investimentos” – diz o texto.
Por que o empréstimo é polêmico?
O empréstimo feito pelo Botafogo não caiu bem entre os torcedores, pois eleva o endividamento do clube. No resultado geral das finanças, o déficit foi de R$ 101 milhões, todavia, sem levar em conta os valores direcionados para John Textor e o Molenbeek.
Dos empréstimos em questão, dois já expiraram os prazos de pagamento. O menor deles, feito com o Daycoval — no valor de R$ 6,8 milhões — venceu no dia 4 de março, enquanto o montante adquirido junto a Money Plus deveria ter sido quitado até dia 15 do mesmo mês.
A outra quantia do Daycoval (R$ 10,1 milhões) deverá ser paga até o dia 18 de junho. Já o maior empréstimo de todos, que veio da XP Investimentos, tem o dia 1º de julho como data limite.



