Cinco finais da Copa do Brasil que teriam rumos diferentes, não fosse o gol qualificado

Palmeiras e Santos definirão o campeão da Copa do Brasil logo mais, no Allianz Parque. E a vitória do Santos por 1 a 0 na Vila Belmiro não tem tanto peso quanto poderia ter em finais passadas do torneio. Afinal, a partir de 2015, os gols fora de casa não são mais determinantes na definição do campeão. Antes disso, alguns duelos decisivos não contaram com o gol qualificado, como o Atlético Mineiro x Cruzeiro de 2014, mas foram exceções. Desta vez, é regra: balançar as redes na casa do rival não dará uma vantagem a mais ao Santos.
Caso o gol qualificado não servisse como critério de desempate, cinco finais antigas da Copa do Brasil poderiam ter um rumo diferente. Óbvio, não quer dizer que o campeão não seria o mesmo. Mas os times que se consagraram teriam um pouco mais de dificuldades, com os pênaltis pela frente. Abaixo, relembramos os cinco vencedores que se fizeram valer do regulamento – e que, ressalte-se, não são menos campeões por causa disso. Relembre:
1991: Criciúma x Grêmio
O Criciúma conquistou sua maior glória futebolística na Copa do Brasil. O emblemático time de Luiz Felipe Scolari contava com ídolos históricos do clube, como Jairo Lenzi e Roberto Cavalo. No entanto, os catarinenses não venceram o Grêmio de Dino Sani nos dois jogos da decisão. Na ida, Vilmar abriu o placar para os catarinenses, enquanto o atacante Maurício (ex-Botafogo) buscou o empate aos gaúchos aos 38 do segundo tempo. Ainda assim, insuficiente. No Heriberto Hülse, o Tigre ergueu a taça após segurar o placar zerado.
1992: Internacional x Fluminense
No ano seguinte, o placar agregado também determinou a sorte do Internacional, em seu único título na Copa do Brasil. Os colorados vinham de campanha imponente, deixando pelo caminho Corinthians, Grêmio e Palmeiras. Já no primeiro jogo da decisão, dentro das Laranjeiras, Caíco fez o tento que mudou a sorte dos gaúchos, na vitória do Fluminense por 2 a 1, com gols de Vágner e Ézio. Já no reencontro em Porto Alegre, o Inter venceu por 1 a 0 em lance que acabou se tornando célebre: o pênalti convertido por Célio Silva aos 43 do segundo tempo, em cobrança que ninguém do time queria assumir a responsabilidade.
1997: Grêmio x Flamengo
Talvez uma das finais mais emocionantes da história da Copa do Brasil. Já sob o comando de Evaristo de Macedo, o Grêmio mantinha parte da base campeã do Brasileiro no ano anterior. E empatou por 0 a 0 no Olímpico com o Flamengo de Sebastião Rocha, estrelado por Romário e Sávio no ataque. Já no Maracanã, João Antônio deixou os tricolores em vantagem, mas os rubro-negros viraram com gols de Lúcio e Romário. Festa que durou apenas até os 34 minutos do segundo tempo. Carlos Miguel buscou o empate por 2 a 2, o suficiente para coroar os gremistas em seu terceiro título no torneio.
2008: Sport x Corinthians
A reviravolta inesquecível do Sport começou ainda no Morumbi. O Corinthians vencia por três gols de vantagem, depois que Dentinho, Herrera e Acosta balançaram as redes. Contudo, aos 38 do segundo tempo, Enílton descontou por 3 a 1 e provocou uma profética entrevista de Carlinhos Bala, com direito a citação bíblica e previsão de virada. Dito e feito. Na Ilha do Retiro, aquele tento no fim acabou sendo valiosíssimo aos rubro-negros. Carlinhos Bala abriu o placar e Luciano Henrique, com a colaboração do goleiro Felipe, anotou o gol decisivo na vitória por 2 a 0, que deu a conquista inédita aos pernambucanos.
2011: Vasco x Coritiba
O último momento de glória nacional do Vasco veio sob as ordens de Ricardo Gomes. Os cruz-maltinos iniciaram sua trajetória rumo à conquista em São Januário, com Alecsandro definindo a vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba. E isso influenciou bastante o desenrolar do jogo de volta, no Couto Pereira. O novo gol de Alecsandro, logo aos 12 minutos, botava grande pressão sobre o Coxa. Bill e Davi até viraram antes do intervalo, mas Éder Luís voltou a tornar a vida do Vasco cômoda no início do segundo tempo. Por fim, o golaço de Willian deu a vitória aos alviverdes por 3 a 2, insuficiente para tirar a faixa do peito dos vascaínos.



