BrasilBrasileirão Série A

Tite mostra que sentiu a derrota, mas não deixa de elogiar a torcida do Flamengo

Cabisbaixo, Tite também fez questão de exaltar Felipão e o Atlético-MG, muito superiores na noite desta quarta, no Maracanã

Um cabisbaixo Tite se apresentou para a coletiva após a derrota para o Atlético-MG, no Maracanã. O treinador, acompanhado do seu filho, e auxiliar, Matheus Bachi, admitiu que o Flamengo esteve descompactado e inferior ao Glo na noite desta quarta-feira (29). Na opinião do comandante, faltou eficiência ao time, que praticamente se despede da briga pelo título, mas com a cabeça erguida, aliado à sua torcida.

O que Tite disse?

  • Elogiou a entrega do Flamengo, mesmo desorganizado
  • Lamentou a derrota, que distancia a equipe do sonho do título
  • Exaltou a atuação da torcida rubro-negra, soberana no Maracanã
  • Explicou as alterações, de maneira didática

Tite se diz chateado com o naufrágio do Flamengo

— Queimado, carne queimada, dói. Também criei expectativa, sou ser humano, na medida que vai evoluindo a equipe, tendo resultados. Fico chateado, sim. É do jogo. Tem parcela importante sim do trabalho. Cada um tem a sua parcial. O técnico tem na derrota também. Futebol tem que ter essa sensatez. Ter a serenidade para responder. Muito sentido.

Tite ainda fez elogios justos à torcida do Flamengo, que cantou o tempo inteiro e deu um show no Maracanã. Mesmo sendo derrotados por 3 a 0, os torcedores do Rubro-Negro não arredaram pé do estádio e, por isso, foram exaltados pelo treinador. A culpa não é deles.

— Não pensei que a atmosfera com o Flamengo fosse com tamanha energia. Quando vê a equipe perdendo e a arquibancada. Os atletas se dedicaram até o final. Não teve loucura, expulção. Deixaram tudo dentro do campo. Tiveram intensidade, buscaram de alguma forma. Teve cruzamentos, faltou infiltração, faltou amplitude. Começamos a apressar mais porque era um jogo de decisão. Me senti orgulhoso em estar técnico do Flamengo e sentir o torcedor cantando com tamanho orgulho pela equipe. De alguma forma olhava e falava que orgulho estar técnico com tamanho apoio incondicional. Teve reclamações, ninguém gosta de perder, contextualizem a resposta. Claro que está chateado, triste, bravo com técnico e atleta. Mas quando consegue mostrar a paixão que tem pelo clube é grande — concluiu.

Arrascaeta desabafa depois da derrota

Depois do jogo, só Arrascaeta falou com a imprensa. O craque uruguaio, que vinha sendo símbolo de uma arrancada rumo ao título, desabafou sobre o péssimo ano do Flamengo. De acordo com o camisa 14, a derrota do Rubro-Negro veio ao longo do campeonato, e não no jogo contra o Galo.

— Sinceramente, a gente não perde o campeonato no final, a gente perde durante o ano todo. A gente trocou de treinador, trocou a forma de jogar, foi um ano muito difícil para nós. Infelizmente não terminamos o ano como queríamos, fizemos de tudo, corremos atrás, mas a gente sabia que hoje era uma final. Perdemos um jogo decisivo. Infelizmente não aconteceu tudo como a gente queria — disse, em entrevista à TV Globo.

O Flamengo volta a campo no próximo domingo (03), às 16h (de Brasília), para enfrentar o Cuiabá, em jogo válido pela 37ª rodada do Brasileirão. É mais um confronto crucial para o Rubro-Negro, que segue na briga pelo título da liga nacional.

Veja outros pontos abordados na coletiva

Explicações sobre o jogo

— O Atlético fez um grande jogo. Nós estivemos abaixo. Enquanto técnico abri e estabeleci a descompactação com as substituições para ter o resultado e definir uma possibilidade real de título. O técnico teve contribuição em relação à ofensividade maior exposição maior, mas em cima de um contexto. tivemos antes a chance de abrir o placar, mas eles foram efetivos.

— Tem que analisar diversos momentos no jogo. Tivemos oportunidade de sair na frente. Eles fizeram e nós não. Futebol a margem é pequena, tem duas grandes equipes, soube jogar no contra-ataque com grande atuação individual e coletiva.

Papo com Felipão

— Falei três vezes muito obrigado. No início da carreira fui buscar nele informações e conhecimentos, imaginava ter um nível de Felipão, Vanderlei Luxemburgo, Nelsinho Baptista. Olhava como referências. E aí agredeci a ele.

Substituições

— Foi Wesley na amplitude do lado, o Bruno para ser jogador de área com o Pedro, igual fizemos contra o Red Bull. Éverton aberto do outro lado e dois jogadores de articulação com Arrascaeta e Gerson. Depois o Gerson para trás para ter outro jogador de criação com o Everton Ribeiro.

— Não foi problema do Thiago, foi circunstância do jogo. Tem um jogo mais aberto porque precisa criar mais e fazer gols. O técnico tentou aumentar o poderio ofensivo e criativo, mesmo deixando o contra-ataque. Tem jogadores de qualidade. Precisava ser ofensivo e criativo pelas circunstâncias do jogo.

Varela

— Nenhum técnico do mundo consegue satisfazer três jogadores numa posição. Não foi planejamento errado, o Wesley cresceu de maneira assuatadora. Os três são grandes jogadores, mas não tem espaço para todos. O Wesley não imaginavamos talvez que fosse um jogador com esse nível e evolução que teve.

Próximos jogos do Flamengo

— Consciência da vitória do adversário que teve méritos e consistência. Consciência que pode produzir mais no aspecto técnico e individual e efetividade para transformar oportunidades em gols. Temos um jogo importante nesse aspecto.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

É repórter na cobertura do Flamengo há três anos, com passagens por Lance e Coluna do Fla. Fã de Charlie Brown Jr e enxadrista. Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida!
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