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Camisa mística e estreia com gol de Borja faz o Palmeiras voltar a sonhar

Quando um grande jogador chega a um time, o maior efeito que ele tem nos torcedores é o sonho. Mesmos os torcedores mais racionais, que questionam o custo muitas vezes altos das estrelas contratadas, os salários… Mas ver um grande jogador com a camisa do seu clube faz com que os sonhos aconteçam. Miguel Borja estreou no Palmeiras neste sábado com gol e boa atuação nos poucos minutos contra a Ferroviária, em uma goleada por 4 a 1. Impossível não despertar nos palmeirenses presentes ao Allianz Parque uma dose de sonho.

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A derrota no clássico contra o Corinthians, na quarta, trouxe os palmeirenses a uma realidade desconfortável. O time, mesmo sendo melhor que o rival, não conseguiu criar tantas chances de gol na Arena Corinthians e viu o time alvinegro ganhar o jogo com um contra-ataque no fim do jogo. Pressão em Eduardo Baptista, pressão em um elenco recheado de grandes jogadores que não renderam, nestes primeiros jogos do ano, o que se espera.

Miguel Borja chegou custando caro, como um presente da patrocinadora do Palmeiras. Foi apresentado neste sábado pela manhã e ganhou a camisa 12, um número místico dos alviverdes. Era a camisa de Marcos, o São Marcos. A expectativa era grande e mais ainda porque ele acabou relacionado para o jogo.

Borja foi para o banco de reservas e viu, de lá, o time abrir o placar no primeiro tempo contra a Ferroviária com Keno, em seu primeiro gol pelo Palmeiras. O segundo gol veio quando a torcida já fazia barulho, animada, porque o colombiano já tinha sido chamado pelo técnico Eduardo Baptista para entrar. Em cobrança de falta, Jean rolou para Michel Bastos encher o pé.

Borja entrou em campo, então, celebrado pela torcida. A camisa 12 voltou a ser envergada em campo. Só que o começo do atacante com o Palmeiras teve um susto: em um chute, Michel Bastos colocou a mão na bola e o árbitro deu pênalti. Alan Mineiro correu para a bola, deu uma paradinha – que, aliás, do jeito que ele fez é proibida – e bateu, mas Fernando Prass defendeu. O bandeira mandou voltar, alegando que o goleiro palmeirense se adiantou. Um exagero, até porque o replay mostra que Prass só se adiantou com a paradinha de Mineiro. Em nova cobrança, o atacante da Ferroviária mandou para as redes: 2 a 1.

Por poucos minutos, a Ferroviária deu trabalho. Foram minutos de uma tentativa de pressão do time de Araraquara. Só que não demorou para a alegria da torcida presente ao Allianz Parque voltar. Contra-ataque para o Palmeiras que BBorja tomou a bola e partiu, no dois contra um, e tocou para Dudu. O capitão verde dominou e devolveu para Borja entrar na área livre, olhar para o goleiro e tocar no cantinho. Explosão em verde e branco: Borja marcou seu primeiro gol com a nova camisa.

Ainda viria mais um gol, de Roger Guedes de cabeça. Só que o Palmeirense já estava imaginando Borja como titular do time no lugar de Willian, a quem, aliás, ele substituiu. O atacante, ex-Cruzeiro, ainda não conseguiu ter boas atuações e o colombiano chegou com o seu cartão de visitas, bola na rede. Ele será o dono da posição. E o time já sobe de patamar com ele no comando de ataque.

Para quem pensa em Libertadores, já é um bom sinal. E não é só o torneio da América do Sul que faz o torcedor sonhar: é também a revanche. Quando vier um novo clássico, Borja deverá estar em campo e, com ele, a esperança de uma atuação melhor do que aquela em Itaquera, que teve o Corinthians todo coração saindo de campo comemorando. Com Borja, além de subir de nível técnico, o torcedor espera que o time tenha mais organização, mais ideias de como vencer defesas bem armadas e, claro, mais coração. Um coração grande em verde e branco.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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