Brasil

Brunoro, Augusto, Baresi e Furacão

1 – O Pameiras contratar Brunoro para comandar seu futebol é algo louvável. Pelo passado que tem no clube e por seu currículo de ótimas realizações, no futebol, vôlei e basquete. É algo que não se deve contestar.

Mas uma antiga contestação de meu amigo Rubens Leme da Costa veio à minha lembrança quando Brunoro foi confirmado. Não falei com ele sobre Brunoro, mas me lembro de algumas afirmações dele quando Belluzzo, assim como Paulo Nobre agora, apostou em nomes inquestionáveis no clube. Ele trouxe Kleber e Valdivia de volta. Para Rubens, ele não estava sendo ousado, estava apenas apostando em quem já passara pelo clube, eximindo-se de responsabilidades. Se acontecer algo de ruim, ele pode dizer que todo mundo contrataria Valdivia e Kléber, dizia o Rubens.

Foi assim que Felipão veio. Foi assim que Obina veio. Foi assim que chegou César Sampaio.

Todos eram contatações corretas, talvez com exceção de Obina.

Não deu certo. Agora, é esperar que Brunoro, outra aposta conservadora, outro homem que tem ligação com o clube traga bons resultados. É uma aposta conservadora, como os outros. O resultado pode ser diferente.

2 – Moro no centro de São Paulo e precisei caminhar 50 metros para bater um papo com Augusto, treinador do sub-20 do Goiás. Eu o conheço há muito, desde que estava na Portuguesa, em 1997. Por isso, desceu até o hall do hotel para conversarmos. Por apenas 15 minutos, pois ele precisava subir para ver o segundo tempo de Palmeira e Santos que definiria o adversário de seu time. Deu Santos, que foi campeão.

Naquele dia, Augusto falou que muitos jogadores do Goiás como Paulo Henrique, Túlio e Eric iriam para o time profissional. Falou sobre a dramática classificação sobre o Bahia, quando o goleiro salvou quatro pênaltis. E também sobre a eliminação do São Paulo, que tinha um homem a mais e vencia até os 47 do segundo tempo. 

Com seu jeito simples, sem nenhuma pretensão de ofender, ele falou. “Eu faço meu trabalho direito, tive uma carreira bonita, fui campeão mundial com o Corinthians em 2000, ganhei títulos no Japão, sou um bom técnico, mas naquele dia o Baresi, técnido do São Paulo ajudou muito”.

Continua Augusto. “Ele tinha dois atacantes e tirou os dois. Se tirasse somente o Tiago, que joga pelo lado, eu não teria coragem de sacar um lateral para colocar um atacante também. Mas, quando ele tirou o Adelino, que é um atacante centralizado, então eu resolvi arriscar. Fiquei com dois beques sem função, sem ninguém para marcar. Então, tirei um deles e pus um atacante. Ele chamou e nós fomos para cima. Saiu o empate e ganhamos nos pênaltis”.

3 – O Clube Atlético Paranaense proibiu o acesso de jornalistas aos jogadores em dia de jogo. Não podem dar entrevista antes do jogo, no intervalo, após o jogo e está proibida também a coletiva do treinador, na sala de imprensa. Quem quiser saber algo, procure o site oficial.

Não sei o que os patrocinador pensa disso, da falta de exposição da marca em um dia de vitória. Aliás, não entendi nada dessa atitude. Querem fugir de crise após derrotas? Querem fugir de perguntas embaraçosas. Imagino o jogador que fez o gol do título, em uma cobrança de falta na gaveta no último minuto de um Atletiba.. Vai ficar feliz em não poder compartilhar a alegira, via televisão, com a torcida?

Me parece mais uma atitude arrogante de Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Administrativo. Só para lembrar, Petraglia, em 2005 disse que o Furacão seria, em dez anos, o time mais popular da América do Sul. Haveira escolinhas do clube em todo o continente. A torcida cresceria muito.

Pode ser, mas por enquanto, em Londrina, ela é menor do que as torcidas de São Paulo, Corinthians e Palmeiras. Talvez agora, sem imprensa, os sonhos megalomaníacos de Petraglia virem realidade.

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