Brasil sofreu mais uma vitória, desta vez contra a Costa Rica
Depois do fracasso na Copa América, o Brasil voltou a entrar em campo. Havia alguma expectativa porque Neymar não começou como titular e havia a curiosidade sobre a atuação do time sem ele. Além disso, era preciso alguma reação depois da eliminação ridícula do time diante do Paraguai. O jogo foi tão fraco que é difícil falar que o Brasil venceu. É melhor dizer sofreu mais uma vitória, desta vez por 1 a 0 sobre a Costa Rica. Tem tudo a ver com o trabalho de Dunga: valorizar vitórias, mesmo em jogos fracos como o que se viu na Arena Red Bull, em Nova Jersey.
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O jogo no estádio do New York Red Bulls deu poucos motivos para comemorar ou mesmo para empolgar. O ponto positivo foram os canhotos. Hulk, que voltou à seleção, foi bem, assim como Douglas Costa e o estreante Lucas Lima.
Havia alguns pontos para ficar de olho no jogo do Brasil. Luiz Gustavo voltava à seleção, depois de ficar de fora da Copa América por lesão. Hulk também, depois de ficar fora desde a Copa do Mundo e o fatídico jogo do 7 a 1. Hulk, aliás, jogou em uma função que ainda não tinha jogado na seleção: como centroavante.
E a experiência gerou o gol, ainda no primeiro tempo, e de um jeito que usou muito bem suas características: ele recebeu, deu uma peitada no zagueiro (que muitos consideraram falta), que caiu, e ficou com a bola para finalizar forte e marcar 1 a 0, aos 10 minutos do primeiro tempo.
Novidade também era Lucas Lima, meia do Santos que estreava na seleção e já como titular. Em um jogo que esteve muito longe de ser empolgante, ele foi um dos que deu ótimos sinais que pode render bem. Ele ficou até o meio do segundo tempo, quando deu lugar a Philippe Coutinho.
Kaká entrou no segundo tempo no lugar de Hulk, deixando o Brasil sem um jogador de referência no ataque e acabou indo até bem em campo. Conseguiu criar algumas boas jogadas e se movimentou bem, mas pouco para empolgar a ponto de discutir a sua posição em campo. Entraram em campo também Lucas Moura, outro que voltou à seleção.
Se no Brasileirão a arbitragem tem sido alvo de críticas pela péssima atuação, tirando ou dando pontos e mudando a tabela de classificação, no amistoso a atuação também foi ridícula. O gol do Brasil é bem contestável, já que Hulk pode ter feito falta, embora seja um lance discutível. Houve um lance em Bryan Ruiz, muito reclamado pelos costarriquenhos. O segundo tempo também teve dois erros feios de arbitragem, um para cada lado, com dois impedimentos mal marcados, um para cada lado. Um gol mal anulado da Costa Rica, outro do Brasil.
O jogo valeu para ver a estreia de Rafinha, meia do Barcelona e filho do ex-jogador Mazinho, campeão mundial pelo Brasil na Copa do Mundo de 1994. Ele entrou em campo no final do jogo, mas acabou não conseguindo fazer muito, assim como Neymar, que entrou também no final.
A seleção apresentou pouca coisa que se salva. A atuação individual de alguns jogadores dá algum alento, mas coletivamente o time continua com muitos problemas. Segue incompreensível que David Luiz continue como titular e é impressionante como o time é espaçado em campo, com um meio-campo com seus jogadores presos às suas funções, parecendo não ter a mobilidade necessária. Individualmente, o Brasil continua tendo talentos que podem decidir. Coletivamente, continua preocupando, e muito.
*O título é baseado em uma sugestão de Victor Severo, nosso leitor no Twitter. Obrigado!



