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Brasil de Pelotas x Flamengo já foi jogo grande, e com resultado surpreendente

Fillol; Aílton, Leandro, Mozer e Adalberto; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Bebeto e Chiquinho. Técnico: Zagallo. O Flamengo estava forte em 1985. Zico acabara de retornar da Udinese e a expectativa era de retomar o ritmo vencedor da primeira metade daquela década, com três títulos nacionais, uma Libertadores e um Mundial entre 1980 e 83. Mas esse time não resistiu a um aguerrido Brasil de Pelotas comandado por Walmir Louruz.

Foi na penúltima rodada do Grupo F da segunda fase do Brasileirão de 1985. O Flamengo liderava com 6 pontos, um a mais que o Xavante, que faria o confronto direto no Bento Freitas. Uma vitória carioca colocaria o clube da Gávea nas semifinais, mas o time gaúcho soube usar o mando de campo para surpreender.

Com muita pressão no estádio (mais de 16 mil pagantes), o Brasil se aproveitou de uma falha de Fillol para abrir o marcador. Depois, resistiu à pressão do Flamengo e, no final, fez o segundo gol em uma jogada que pareceu meio sem querer.

A vitória colocou o Brasil na liderança a uma rodada do final. O Xavante ratificou sua vaga nas semifinais ao vencer o Bahia por 3 a 2 na Fonte Nova, enquanto o Flamengo só empatava com o Ceará no Maracanã. O curioso é que foi o quarto encontro dos dois rubro-negros em dois anos. Em 1984, Fla e Brasil se enfrentaram na segunda fase, com vitória carioca por 3 a 0 no Rio de Janeiro e troco gaúcho em Pelotas, 1 a 0. Em 1985, o Flamengo havia vencido por 1 a 0 oito dias antes do histórico confronto que praticamente colocou o clube do interior gaúcho entre os quatro melhores do País. Muito para duas equipes que havia se cruzado apenas duas vezes anteriormente, em 1949 e 1977.

Desde aquela vitória xavante em 1985, os dois times nunca mais se encontraram. Até esta quarta, quando se enfrentarão pela Copa do Brasil. Que os jogos sejam tão emocionantes e equilibrados quanto os da década de 1980.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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