Saída de titular e poucos jogadores com 100 partidas reforçam rotatividade no Botafogo
Atualmente, apenas um jogador do elenco do Glorioso tem mais de 100 jogos com a camisa do clube; na era SAF, apenas quatro atletas atingiram esse número
O Botafogo está perto de concluir mais uma venda neste meio de 2025. E, de novo, de um titular da equipe. Nesta terça-feira (5), o Glorioso se aproximou de um acerto com o West Ham, da Inglaterra, por John.
O goleiro, inclusive, ficou fora dos relacionados da partida contra o Red Bull Bragantino, nesta quarta-feira (6), em Bragança Paulista, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil.
John será o sexto titular do Botafogo na final da Copa Libertadores de 2024, conquistada pelo clube, vendido em oito meses. Antes dele, já saíram Thiago Almada, Luiz Henrique, Adryelson, Igor Jesus e Gregore.
A venda de John reforça o conceito de que “ninguém é insubstituível” para a SAF do Botafogo. Desde que John Textor assumiu o comando do clube, as vendas de jogadores se tornaram algo constante, principalmente a partir de 2024. E mesmo de atletas considerados importantes para o time.
Internamente, a diretoria da SAF confia no trabalho do scout do clube para encontrar os substitutos dos jogadores vendidos – quando estes são titulares da equipe. Um exemplo foi a contratação do zagueiro Kaio Pantaleão, que chegou “desconhecido” e logo assumiu a titularidade do time após a venda de Jair ao Nottingham Forest, neste meio de 2025.
Além disso, é claro, as vendas são essenciais para manter a “roda girando” na SAF do Botafogo e no modelo de negócio adotado por John Textor no clube.

John é mais um a sair com menos de 100 jogos
Essa alta rotatividade no elenco do Botafogo pode ser constatada com um número significativo. Desde a transformação do clube em SAF, apenas quatro jogadores do Glorioso passaram dos 100 jogos com a camisa alvinegra. No atual elenco, só um atleta passou deste número.
Jogadores da era SAF com mais de 100 jogos no Botafogo
- Marlon Freitas: 161 jogos;
- Tchê Tchê: 150 jogos;
- Tiquinho Soares: 120 jogos;
- Junior Santos: 115 jogos;
O goleiro Gatito Fernández, que já estava no clube antes da mudança para SAF, deixou o Botafogo com 218 partidas disputadas, sendo 72 após a chegada de John Textor.
Após Marlon Freitas, o jogador do atual elenco com mais partidas é o lateral-esquerdo Marçal, com 92 partidas. O goleiro John, titular desde a sua chegada ao clube, no começo de 2024, é o terceiro desta lista, com 85 jogos disputados. Agora, o meia Savarino, com 82 jogos, vai assumir o posto.
Nesse quesito, alguns casos chamam a atenção. Thiago Almada, nome importante na conquista dos títulos da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro de 2024, disputou apenas 26 partidas pelo Botafogo. Luiz Henrique e Igor Jesus não passaram dos 60 jogos.
Já o zagueiro Jair, contratado no começo de 2025 e vendido ao Nottingham Forest em julho, saiu do clube com apenas 22 partidas com a camisa alvinegra.
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Botafogo já tem substituto definido para John
Apesar de ainda não ter confirmado a saída de John, o Botafogo já tem a contratação de um novo goleiro encaminhada. Trata-se de Neto, que estava no Bournemouth, da Inglaterra. O goleiro, inclusive, já está no Brasil e deve ser anunciado pelo Glorioso após a confirmação da venda de John ao West Ham.
Com estas constantes chegadas e saídas, o Botafogo passa mais uma vez por uma reformulação no time titular no meio da temporada. Em 2024, cinco titulares do time que conquistou a Copa Libertadores chegaram ao clube no meio do ano.
Com Neto, o Botafogo vai chegar a oito contratações realizadas apenas nesta metade de 2025. Três destes jogadores já viraram titulares da equipe: o zagueiro Kaio Pantaleão, o meia-atacante Alvaro Montoro e o atacante Arthur Cabral.
Neto e o volante Danilo também devem ganhar as vagas em breve. Ou seja, mais uma vez o Botafogo deve trocar cinco jogadores do time considerado titular com a temporada em andamento.
Em entrevista coletiva após a derrota para o Cruzeiro, no último domingo, o técnico Davide Ancelotti falou sobre como é lidar com todas estas mudanças no meio da temporada.
— Estou desejando que agosto acabe. É uma boa escola para mim também, é minha primeira experiência. Já pensava que a adaptação era o mais importante para um treinador, nesse contexto é ainda mais. Mas tenho que me adaptar, esse é o contexto do futebol brasileiro, porque tem jogadores muito bons e Europa tem muito dinheiro. É normal os jogadores saírem. E eu tenho que aproveitar os jogadores no elenco, que são bons — disse Davide Ancelotti em coletiva.



