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Botafogo na Copinha: veja as campanhas do time na competição de base

Vice-campeão em 1971, Botafogo tenta conquistar seu primeiro título da Copa São Paulo

O Botafogo do Rio de Janeiro é um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro, mas nunca conquistou uma Copa São Paulo de Juniores. O mais próximo que conseguiu deste feitou foi um vice-campeonato no ano de 1971. Na época, disputado em um formato diferente do atual, o Glorioso fez uma final espetacular diante de outro carioca, o Fluminense. Após empate no tempo normal, o Tricolor levou a melhor nos pênaltis, vencendo pelo placar de 4 x 3 e conquistando o caneco da Copinha.

Em 2022, o Botafogo fez uma boa campanha e chegou até a quartas da Copa São Paulo, sendo eliminado pelo surpreendente América-MG, que foi até as semifinais da competição, perdendo para o Santos, que decidiu o título diante do Alviverde e foi vice-campeão. Já em 2023 a campanha foi mais modesta. Após passar sem sustos pela fase de grupos, o Glorioso eliminou o Lemense na fase 32 anos de final, mas parou na fase seguinte, sendo derrotado pelo Red Bull Bragantino pelo placar de 1 x 0.

Portanto, a intenção do Botafogo carioca em 2024 é ir mais longe, tentando repetir o feito de 53 anos, quando conseguiu chegar à decisão da Copinha e desa vez dar um desfecho diferente ao roteiro de 1971, conquistando a principal competição de base do Brasil pela primeira vez em sua história. Na edição que está por vir, o Alvinegro está no Grupo 5, com sede em Franca, ao lado da Francana, do Rio Claro e do Tiradentes-PI.

1971: o ano do quase para o Botafogo

A Copa São Paulo de 1971 foi a 3ª edição da competição e foi a primeira que expandiu a participação para clubes de outros estados, sendo dois representantes do Rio de Janeiro (Botafogo e Fluminense), um de Minas Gerais (Atlético-MG), o Paraná como representante paranaense e o Grêmio representando o Rio Grande do Sul. O torneio era formado por 16 clubes, divididos em quatro grupos com quatro times cada. Os dois mais bem classificados de cada chave avançavam para as quartas de final.

No Grupo A, o Botafogo dividiu a chave com o Palmeiras, o Nacional-SP e com a Portuguesa. Com três vitórias em três jogos, o Glorioso goleou a Portuguesa na estreia por 6 x 0, com três gols de Perácio e três de Luisinho, bateu o Nacional por 3 x 1 e venceu o Palmeiras sem dificuldade por 4 x 0, sobrando na primeira fase se credenciando como grande favorito ao título. Nas quartas de final, o adversário do Alvinegro foi o Grêmio, dessa vez uma vitória mais curta, 1 x 0.

Na semifinal, triunfo diante da forte Ponte Preta, que contava com Rubinho, Mazzola e Nenê pelo placar de 3 x 1 e classificação assegurada para a grande final da competição. O adversário era o Fluminense, que fez uma campanha mais modesta. Na primeira fase o Tricolor passou na 2ª colocação do Grupo B, atrás da Ponte Preta. O time carioca goleou o time da Nitro-Química por 9 x 1 na estreia e empatou com o Corinthians e diante da Macaca nos dois jogos restantes.

Nas quartas de final, empate no tempo normal frente ao São Paulo e vitória nos pênaltis por 3 x 1. Na semifinal, o adversário foi o tradicional Nacional da Comendador Souza. Antônio Carlos abriu o placar para o Fluminense aos oito minutos do primeiro tempo, Vicente empatou para o Naça e José Augusto, aos 20 do 2º tempo, marcou o gol da vitória e classificou o Tricolor carioca para a final da Copinha.

A final entre Botafogo e Fluminense foi um verdadeiro espetáculo. O Fogão marcou o primeiro gol com Tuca, mas Silvinho, duas vezes e José Augusto viraram o placar para 3 x 1 em favor do Tricolor. No 2º tempo o Glorioso reagiu e conseguiu empatar o jogo com Galdino e Luizinho. Na prorrogação, mais emoção ainda. Luizinho marcou o 4 x 3 para o Botafogo e quase no último lance da partida, Bequinha empatou novamente para o Fluzão, levando a decisão para os pênaltis.

Parecia que o quarto gol do Fluminense era o prenúncio da conquista do Tricolor, já que o psicológico do time estava melhor para a série decisiva. O placar de 4 x 3 nas cobranças premiou o time que pode não ter sido o mais brilhante, mas foi o mais eficiente. Restou ao Botafogo lamentar ter apresentado o melhor futebol, mas ter falhado no momento mais crucial.

Time base do Botafogo vice-campeão da Copa São Paulo de 1971: China; Calibé, Maurício, Pedro Paulo e Nei; Nandes, Edinho e Tuca; Brito, Luisinho e Galdino.

Foto de Lucas de Souza

Lucas de Souza

Existe um ditado que diz que o bom filho a casa retorna não é? Pois bem, sou Lucas de Souza, redator e repórter do Futebol na Veia, de volta ao site após quatro anos, e agora redator do Trivela, um dos maiores portais de futebol do Brasil. Sou jornalista, especializado em Marketing digital e narrador do Portal Futebol Interior e também da RP2Marketing.
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Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues é jornalista formado pela UFF e soma passagens como repórter e editor do Lance!, Esporte News Mundo e Jogada10.
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