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Atacante do Oeste traz a marca da violência na Série B

A história triste dessa semana na Série B aconteceu no Ceará. O Icasa recebia o Rubrão no Romeirão, em Juazeiro do Norte, e em 45 minutos causou três lesões em atletas visitantes. Assustado? Então espera só pra descobrir o resto.

O dado que já parece assombroso com as três lesões fica ainda mais preocupante quando vemos a primeira delas, aos 19 minutos. Nesse momento, Bruno Perone, do Icasa, acertou uma solada na cara de Jheimy, do Oeste.

Sem nem olhar para a bola, o volante do alviverde deu uma voadora completamente irresponsável no rosto do adversário, que por alguns instantes ficou inconsciente e saiu de campo numa ambulância direto para o hospital.

É realmente desanimador pensar que times entrem com a clara missão de demolir os adversários, fisicamente falando. Por vezes estamos desvirtuando o esporte ao torná-lo num campo de guerra ou um ringue. E não é só uma questão de gostar ou não de violência. Temos esse instinto estranho de querer ver sangue em qualquer lugar, mas talvez os gramados não sejam o lugar mais apropriado para isso.

Tudo bem, não sejamos hipócritas ao ponto de dizer que não gostamos de ver uma briga de vez em quando, cenas lamentáveis. Não me desminta, amigo leitor, uma confusão é sempre uma atração à parte. Mas até nessas badernas a covardia tem de ser recriminada.

Uma coisa é trocar socos ou empurrões, outra é agredir de forma gratuita e brutal. Por pouco Jheimy não ficou cego. É possível ver na foto que ele teve um corte no canto do olho esquerdo, causado pelas travas da chuteira de Bruno Perone. O atacante do Rubrão sofreu afundamento da face e vai passar por cirurgia, ficando cerca de dois meses fora, aponta reportagem do SporTV.

Diante disso, fica o apelo: arte marcial é uma coisa, futebol é outra, ok? Confira no vídeo a voadora:

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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